Bom senso falou mais alto
A CET - Companhia de Engenharia de Tráfego alterou há duas semanas a configuração de estacionamentos nas vias por onde foi implantada a ciclofaixa fixa no bairro de Moema, zona sul da cidade. Finalmente, após muitas reclamações, principalmente de moradores e comerciantes da região, as vagas de parada e estacionamento permitido foram transferidas para junto da calçada no lado direito das vias. Para entender, é necessário voltar para o mês de novembro de 2011, quando a CET implantou o projeto cicloviário de Moema. Nesse projeto, um corredor circular foi criado para as bicicletas, usando a faixa da esquerda de vias importantes como as avenidas Rouxinol, Aratãs, Iraí e Pavão, além da rua Araguari -ocupando a direita, nesse caso- como trecho de ligação. Fora essas, ainda declarou outras como pertencentes à ciclorrota, onde bicicletas têm preferência para circular de maneira compartilhada o mesmo espaço que os demais veículos. Nos trechos onde a faixa exclusiva foi implantada, necessitou-se proibir o estacionamento junto ao passeio, eliminando considerável quantidade de vagas. Vale lembrar que a região já vinha sofrendo, desde 2008, com a retirada de cerca de 2800 vagas para aumentar as faixas de rolamento em diversas ruas da região. Essas atitudes já tinham sido alvo de crítica de comerciantes locais que se sentiram diretamente afetados com a supressão de vagas e possível 'fuga' dos clientes. Tão logo o projeto da ciclofaixa foi implementado, houve manifestações pontuais contra o projeto. Alguns formulando abaixo-assinados, outros simplesmente ignorando a ciclofaixa e estacionando em cima dela. Por conta também disso, a CET divulgou que em seis meses de operação já aplicou mais de 300 multas, equivalente a 2 multas por dia a motoristas que não respeitaram as regras da ciclofaixa. Zona azul no meio da rua Dessa polêmica formada, nada poderia ser mais enfático para discussão que o plano de se permitir em alguns pontos vagas de zona azul exatamente ao lado das faixas de bicicletas. Com base em experiências mundo afora, a CET ousou a instalação de 147 vagas de zona azul na faixa mais à esquerda da via, ao lado da ciclofaixa. Com isso os carros ficavam parados praticamente no meio da rua, gerando sensação notória de insegurança e confusão no trânsito já intenso do local. As críticas, que não foram poucas, baseavam-se na estranheza e perigo que a ação gerava principalmente aos ciclistas usuários das faixas, que corriam o risco de serem surpreendidos por portas de veículos abrindo e fechando em meio ao corredor de circulação. Isso, não bastando já haver a constante preocupação com entradas e saídas de veículos em garagens, e de conversões a cada esquina cruzando com o caminho dos ciclistas. Após um periodo de análise, pesquisas e discussões, finalmente houve um acordo do órgão gestor do trânsito, transferindo as 147 vagas de parada, da esquerda (quase centro da pista) para a direita das vias mencionadas. Essa atitude, proporcionou inclusive a criação de mais 53 vagas de zona azul, considerando vagas para idosos, deficientes físicos, além de vagas para carga e descarga de caminhões e 16 bolsões para motocicletas. Com um pouco de entendimento, e alguns ajustes, o bom senso dos técnicos da CET acabou falando mais alto. Até mais.
Escrito por André França às 22h15
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Linhas sofrem alterações este fim de semana

:: 5121. Fim da tradição Criada em 1978 e finalizada em 2012. Na próxima sexta-feira, dia 14 de abril, será dado o último dia operacional do tradicional número 5121-10. A linha, que durante décadas foi a conhecida "Santo Amaro / República", agora terá nova identidade e função dentro do sistema. Na segunda-feira, 16, passa a ser identificada como 709A-10 (Terminal Santo Amaro / Ibirapuera), operando em caráter circular na região do parque Ibirapuera. A decisão de encurtamento partiu de estudos da SPTrans, gerenciadora dos ônibus municipais, para otimização das linhas que trafegam a avenida Brigadeiro Luís Antonio. Nessa avaliação, fora definido que a variante "-41" (via corredor Santo Amaro), criada no ano de 2002, devia ser priorizada e transformada em linha-base. Assim, também na segunda-feira, a 5121-41 passa a ser codificada como 7550-10, mantendo todo o trajeto atual, do terminal Santo Amaro ao terminal Amaral Gurgel. O atual percurso da 5121-10, cortando os bairros do Brooklin Novo, Vila Olímpia e Itaim Bibi será mantido, sendo excluído "apenas" a continuidade até o centro da capital pela avenida Brigadeiro Luís Antonio. A nova 709A-10 retornará junto à avenida Brasil e rua Manuel da Nóbrega. As operações de ambas linhas continuam com a viação Gatusa, do Consórcio 7. Veja alteração: 
*Atualização: Diferente do que de início havia sido informado, a linha 709A não atenderá o Ginásio esportivo, retornando diretamente na avenida Brasil
:: Santa Lúcia no Santo Amaro Outra mudança na zona sudoeste da cidade se dá na região do M'Boi Mirim. A importante linha 5342-10 (Vila Santa Lúcia - Largo São Francisco) será cancelada neste sábado, e em seu lugar será criado o serviço 7015-10 (Vila Santa Lúcia - Terminal Santo Amaro). Os seccionamentos de linhas secundárias (não troncais) na região sudoeste estão tomando forma. Há poucos meses as linhas 609C e 609M, que partiam dos bairros Jardim Caiçara e Jardim Maracá com destino à Praça Júlio Prestes foram encurtadas para os terminais Santo Amaro e João Dias, respectivamente. 
:: Muda o Vila Formosa... mas nem tanto! Outra alteração válida a partir de sábado, dia 15, é o encurtamento da linha 2290-41 (Jardim Vila Formosa / Terminal Princesa Isabel - circular) para o terminal Parque Dom Pedro II, da mesma forma como sua linha base, código "-10" proveniente do terminal São Mateus. Para prosseguir caminho pelo centro da cidade, a SPTrans aconselha baldear no terminal para outras linhas, como os conhecidos "Circular Central": 2001-10 (Terminal Amaral Gurgel) e 2002-10 (Terminal Bandeira). 
Durante algumas horas a alteração da linha 2290-41 pareceu ser mais drástica. Por meio de nota em seu portal, a SPTrans chegou a declarar o encerramento da linha de trólebus, sem porém, os detalhes de quando isso ocorreria. A notícia, posteriormente, foi corrigida para a mudança do ponto final. :: Mudanças no Correio A partir desse sábado, duas linhas da zona norte que fazem ligação à Praça do Correio, no centro da capital, serão canceladas: as linhas 1301-10 (Terminal Casa Verde) e 1428-10 (Lauzane Paulista). Segundo a SPTrans, que alega "reajustes operacionais", os passageiros poderão fazer uso das linhas 971A-10 (Jardim Primavera) e da 1744-31 (Lauzane Paulista), que fazem a ligação até a estação de metrô Santana. De lá, indica-se o uso da linha 1-Azul do Metrô, ou das troncais 175T-10 (Metrô Jabaquara) e 106A-10 (Itaim Bibi). Quanto ao antendimento da 1744-31, este deverá ser criado no sábado perfazendo o caminho anterior da 1428-10 pela rua Santo Egídio, em Santana. 
Com o espaço vago junto ao terminal Correio, as linhas 2161-10 (Parque Edu Chaves) e 2182-10 (Jardim Brasil) que até então trafegavam de forma circular na região, passam a fazer ponto final nas plataformas. Além delas, haverá remanejamento de pontos de parada das linhas 9352-10 (Pedra Branca) e 9354-10 (Nossa Senhora de Fátima) dentro do próprio "terminal". :: Ganhou um número Neste sábado uma linha semi-expressa passará a se tornar oficial. A "Jardim Imperador/Metrô Belém" que circula com poucas paradas cortando caminho pela avenida Abel Ferreira na região do Jardim Anália Franco, passará a receber o código de derivação "-31". 
:: Outras mudanças recentes Nas últimas semanas a 5194-10 (Jardim São Jorge / Largo São Francisco) ganhou uma versão reduzida aos sábados, domingos e feriados. O código "-21" substitui o "-10" nesses dias, retornando próximo ao Aeroporto de Congonhas. Para quem precisa seguir caminho em destino às avenidas Rubem Berta e 23 de Maio, é necessário baldear no eixo da avenida Washington Luís para outra linha, como a 175T-10 (Metrô Santana / Metrô Jabaquara) ou 5630-10 (Terminal Grajaú / Metrô Brás), dentre outras. 
Outra alteração foi a oficialização da variante "-23" da linha 707A-10 (Jardim Angela / Metrô Praça da Árvore). A linha só funciona no pico da manhã com intervalos médios de 15 minutos entre os veículos. A linha tem último ponto de parada junto à rua Borges Lagoa, frente ao Hospital do Servidor Público Estadual. Vejamos como se comportam as novas alterações. Até lá.
Escrito por André França às 22h49
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Aeroporto do Guarujá: será que agora vai?
Há pouco mais de quatro anos uma notícia instigante tomou conta do noticiário, incluindo o InfraNews: a criação do Aeroporto Metropolitano do Guarujá. Na proposta, quase certeira, referendada inclusive por integrantes do Governo Federal, o Aeroporto viria da adaptação da atual Base Aérea de Santos, de uso militar, para o transporte de passageiros. Em vista à crescente busca pela Baixada Santista ao turismo de lazer e de negócios (por conta, principalmente, da exploração do petróleo na camada de "pré-sal") o aeroporto do Guarujá foi declarado como investimento estratégico para os anos seguintes. Em solenidade no Casa Grande Hotel, no início de 2008, a então ministra do turismo Marta Suplicy (PT-SP) anunciou o repasse de R$4,4 milhões para readequamento das instalações.
Passado o tempo, porém, nenhum investimento foi realizado. Mas agora, em março de 2012, nova movimentação indica continuidade do projeto. A Força Aérea Brasileira (FAB) deve assinar convênio com a prefeitura local para liberar o espaço para as obras de ampliação já no mês de maio. Hoje, a maior parte das operações da FAB foi realocada para Natal, capital do Rio Grande do Norte. A perspectiva é que o novo aeroporto receba aeronaves de médio porte e aviação executiva. Grande tendência verificada seria a facilidade para turistas de diversas regiões aterrissarem nesse local para sequencial embarque nos navios de cruzeiro que partem constantemente do porto de Santos, vizinho ao futuro empreendimento. Além disso, projeta-se entroncamento direto com a ligação seca entre Santos e Guarujá, da qual, já acertada está a construção de túnel submarino entre as cidades. Estimativa de pesquisa realizada pela prefeitura do Guarujá em associação com viações aéreas garante que, caso pronto, o aeroporto já movimentaria 750 mil pessoas por ano na baixada santista, efervecendo mais a economia local. Vale citar que diversos eventos e empresas teriam vantagem de instalação na região, uma vez desprendidos do eixo de ligação com a capital paulista. Dentro do quesito 'eventos', pode-se citar a própria Copa do Mundo de futebol de 2014, para a qual a Baixada Santista é candidata a subsede, localidade de apoio logístico à cidade principal organizadora dos jogos. Com o repasse do terreno -- 200 mil m² dos 2 milhões m² militares atuais -- em maio, a prefeitura local deve lançar edital de licitação para oferecer o projeto à iniciativa privada. Aliás, é essa a vertente que proporcionará maior gama de investimentos no aeroporto, avaliado hoje em R$ 80 milhões totais. Em 2008 o investimento declarado era da ordem R$ 25 mi. O aeródromo deverá funcionar, além de campo de pousos e decolagens para voos comerciais e executivos; como base militar de grupamento de patrulhas e salvamentos da FAB; e apoio logístico de helicópteros rumo às plataformas de exploração de petróleo do pré-sal, da Petrobras. As obras começam em 2013 e têm previsão de funcionamento em 2014 com média aproximada de 1 milhão de passageiros ao ano. As notícias são animadoras e o prazo está se aproximando. Será que agora vai? Torçamos.
Escrito por André França às 22h30
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Novas alterações

:: Terminal, mas circular Neste sábado, duas linhas provenientes da zona norte da cidade tiveram itinerários alterados quanto à região central. Aliás, trajetos foram trocados entre as linhas 119P-10 (Vila Paiva - Terminal Princesa Isabel) e 271C-10 (Parque Vila Maria - Praça da República - circular). A primeira passou a se destinar ao terminal Bandeira, em ligação não usual da região a este terminal, perfazendo o caminho da 271C pela avenida Ipiranga. Já a 271C foi estendida ao terminal Princesa Isabel por meio do trajeto antigo da 119P, via Parque da Luz. As duas linhas, por curiosa definição, foram roteirizadas como circulares, apesar do destino a terminais de transferência (onde costumeiramente as linhas devem apenas terminar). Segue a mudança: 
:: "Center Norte" retomado Com a alteração acima, uma importante ligação passou a ser feita novamente: do Vale do Anhangabaú até a região de Vila Guilherme/Shopping Center Norte. Desde 21 de janeiro, a histórica linha 701T-10 (Jardim Paulo VI - Center Norte) foi seccionada ao terminal Bandeira, no centro. Desde então a ligação com a zona norte ficou limitada, uma vez que não fora criada linha que perfizesse o trajeto sequencial. A opção vinha sendo a baldeação com outra linha até a região da Ponte Pequena ou Terminal Tietê, seguindo a pé ao destino, ou baldeando mais uma vez para a região. Assim, com a nova alteração, os usuários da nova 8610-10 (Jardim Paulo VI) podem fazer a conexão dentro do terminal para a 119P-10 (Vila Paiva) e seguir diretamente até o ponto final do antigo trajeto. A população agradece o retorno. :: Linhas da USP Nas últimas semanas, a rotina para alunos, professores e funcionários da Universidade de São Paulo - USP mudou quanto ao transporte. Os antigos circulares da Cidade Universitária foram substiruídos por linhas "tradicionais" da SPTrans, gerenciadora do sistema municipal, estendendo a operação até o terminal da estação Butantã da linha 4-Amarela da ViaQuatro. As duas linhas, até então administradas pela própria instituição de ensino, tinham como principal característica a gratuidade das viagens. Tanto que a entrada pela porta traseira era um costume ainda em vigor. Mantendo a gratuidade, a SPTrans lançou o Bilhete USP, proporcionando isenção de tarifa nas novas linhas ao grupo que se destina diariamente à USP. A linha 8012-10, que já existia, passou a fazer o trajeto do antigo "Circular 1", e a nova 8022-10 passou a seguir o trajeto do "Circular 2". Quanto à 8012-10, um detalhe: a linha que se originava no terminal Butantã e trafegava de modo circular no interior do campus, passou a ter a operação invertida, originando-se no dito "terminal" USP e circulando em passagem pelo ponto no Butantã. :: Alterações recentes 
Além da questão dos circulares, vale destacar na USP o cancelamento do serviço "21"(de encurtamento no pico) da 7725, em destino à Vila Madalena. Também cancelado serviço "21" da 775V com parada na avenida Faria Lima. Ambas seguem com suas linhas de origem (código "10" - linha base) inalteradas. Destaca-se também a alteração de nomenclatura do código "41" da 669A, antes destinado às imediações do hospital das Clínicas, e agora restrito ao cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, com ponto de passagem a frente da estação Paulista, da linha 4. Outra alteração foi a incorporação do serviço "21" à linha 5118 (Terminal João Dias - Largo São Francisco via Morumbi), que destoa totalmente da linha base. O trajeto, com aproximadamente 2 viagens por hora em circulação, serve para atender o instituto Lucy Montoro, do governo estadual. O órgão faz tratamento de pacientes com as mais variadas deficiências --como a mais conhecida AACD-- e apesar da proximidade com o eixo da avenida Giovanni Gronchi (2 quadras), o instituto localiza-se em ponto de forte desnível a ser vencido pelos pedestres. Uma ligação por ônibus adaptado, proveniente de terminal de integração, era mais que recomendável. **Atualização** A viação Gato Preto assumiu esta segunda a operação da linha 8022-10 Por enquanto é só Breve nova postagem para compensar o hiato das últimas semanas Até mais
Escrito por André França às 23h53
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Ficou na ameaça
A greve acabou, sem mesmo ter começado. Marcada para o dia 13 de fevereiro, última segunda-feira, a partir da zero hora, motoristas e cobradores dos ônibus de empresas concessionárias da capital paulista cruzariam os braços até terem atendidas suas reivindicações. No centro da discussão a questão dos descontos em salário praticados pelas empresas aos empregados infratores de leis de trânsito, quando das multas aplicadas a estes em trabalho. O estado de greve, definido em assembleia do sindicato da categoria no dia 06, foi cancelado no dia 10, sexta-feira, após acordo com o sindicato patronal quanto aos ajustes solicitados. Diferente da grande maioria das vezes, o Sindmotoristas (sindicato da categoria) não pleiteava o aumento de salários propriamente dito. Ele lutava pelo não desconto em folha de pagamento das infrações recebidas pelos motoristas em trabalho, registradas por equipamentos e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, e São Paulo Transportes – SPTrans. Na conjunção atual, cada multa recebida pela empresa operadora vinha sendo repassada diretamente ao empregado infrator. Segundo o Sindmotoristas, há proibição quanto ao repasse das multas aos Motoristas, ainda mais no que tange o valor das multas comparado ao valor dos salários, por vezes comprometendo-os completamente. No acordo com a SP-Urbanuss (sindicato patronal), ficou compromissado que as multas do RESAM - Regulamento de Sanções e Multas, aplicadas pelos agentes da SPTrans, não sejam descontados dos funcionários, sendo criado algum "sistema de orientação e conscientização disciplinar". Vale lembrar que as multas da SPTrans estão ligadas a aspectos mais exatos à operação das linhas, como cumprimento de horários e partidas, parada fora dos pontos, ou não atendimento a pontos de parada, conduta imprópria e/ou perigosa, excesso de velocidade -que é mais retritiva aos coletivos- etc. A briga declarada é de mais longínqua data e tem base na defesa dos interesses de cada grupo. Aos representantes dos motoristas, que não entendem como justos os descontos aos funcionários, sem porém questionar a justiça do pagamento integral pelas empresas; e aos representantes das empresas, que não entendem como justa a condição de se assumir financeiramente as infrações cometidas por seus empregados. Um meio termo haveria de ser juridicamente viabilizado, pois a impossibilidade de punição ao empregado infrator não resolverá o caso, em muito pelo contrário, poderá culminar na dispensa desse funcionário que passe a onerar financeiramente a empresa. Pelo mesmo ponto de vista, a condição de greve é considerada ilegal. A própria SPTrans conseguiu novo parecer da Justiça, determinando impedimento de se paralisar serviço público essencial. O estado de greve, apesar de reconhecido como legítimo pela legislação vigente, deve sempre manter percentual próximo a 80% do efetivo de trabalho na ativa, quanto a serviços de transporte público. Em caso contrário, ficam previstas pesadas multas a serem aplicadas ao sindicato de classe e empresas envolvidas. Nesta greve, elevou-se o senso de não comprometimento da rotina da população que se utiliza do transporte em ônibus na capital. O ponto de discórdia não foi fielmente solucionado; mas a greve, por fim, ficou só na ameaça.
Escrito por André França às 21h55
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Tarifa eleitoral
Amantes do transporte, olá A tarifa dos trens vai aumentar: R$3,00 a partir do próximo domingo, dia 12 de fevereiro. O aumento definido será de 3,45%, ou R$0,10 perante os R$2,90 atuais. O percentual de reajuste, diferente de anos anteriores, ficou abaixo do índice de inflação, em IPC-A (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,5% em 2011. Com a medida, o serviço metroferroviário vai se igualar em valor ao sistema de ônibus da capital, que neste ano não sofrerá alterações. A tarifa de integração entre ônibus municipais e trens passará dos R$4,49 para R$ 4,65, alta de 3,56%. O Bilhete Madrugador, utilizado das 4h40 às 6h15 no Metrô e das 4h às 5h35 na CPTM, não terá reajuste, permanecendo nos R$ 2,50 atuais. A Linha 5-Lilás, que praticava entrada diferenciada no sistema, R$0,10 centavos abaixo do preço cobrado nas demais linhas, também passará a ter os R$3,00 como tarifa-base.[atualizado] Os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU sofrerão reajustes diferenciados conforme distância percorrida, área de abrangência e tipo de serviço. Nas linhas de ligação com os aeroportos, do sistema "Airport Bus Service", as tarifas serão recondicionadas a R$4,30 no sistema urbano e R$35,00 no sistema seletivo. Carta de reajustes pode ser conferida no site da EMTU. A atualização da tarifa do sistema vinculado ao governo do estado é calculada perante a inflação anual, o que garante mudanças constantes todo mês de fevereiro, sem grandes aumentos ao valor praticado. Pela previsão do índice usado, a tarifa deveria ser reajustada para cerca de R$3,10; mas ficou abaixo, sob provável argumento de equiparação com o sistema municipal de ônibus, que terá a tarifa congelada neste ano. O valor de R$3,00 dos ônibus da SPTrans permanecerá em 2012, prevendo aumento do valor de subsídio às empresas concessionárias e cooperativas do sistema. O valor médio pago nos últimos anos foi de R$600 milhões, e neste ano é previsto um total de R$660 milhões, utilizando reservas do governo e de incremento ao valor de alguns tributos. POLÍTICA As notícias de pouco e nulo aumento da passagem seriam válidas para comemoração, caso não ficasse claro o intuito político por trás das definições. Em ano de eleições municipais, alterações à maior em tarifas de transporte público tendem a criar imagem negativa aos candidatos dos partidos de situação. As campanhas de candidatos opositores tendem a focar justo nestes pontos, e a opinião pública mostra-se amplamente insatisfeita. Os reajustes são evitados em anos eleitorais não de hoje, como possível ver no mapa: 
Como possível de se verificar, a incidência de congelamentos de tarifas e/ou pequenos reajustes se fazem mais presentes em anos pares de eleições municipais, como nos casos de 2000, 2004, 2008 e -agora- em 2012. Apesar da política de contenção de aumentos beneficiar a população geral, dando fôlego à economia durante certo período; é válido identificar que períodos de estagnação costumam ser seguidos por consideráveis altas em anos seguintes, bem acima da inflação, para promover o reequilíbrio financeiro do período maior sem ajustes. A prática é mais notável no sistema municipal, no qual até ultrapassou valores do sistema estadual de trilhos, de custos operacionais -considerados em geral- mais elevados. A partir do próximo final de semana, porém, haverá equiparação tarifária entre Metrô/ViaQuatro/CPTM, SPTrans, e algumas linhas da EMTU. Vejamos como a coisa se conduz nos reajustes do próximo ano. Até mais
Escrito por André França às 23h00
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Ônibus: Mais mudanças

:: Alterações confirmadas Como citado na última postagem, hoje, 28 de janeiro, colocou-se em prática a segunda parte de alterações em linhas de ônibus na região de Pinheiros, Butantã e avenida Rebouças. Assim, a nova configuração alterou linhas tradicionais e demandadas, como as da região da divisa de Osasco / Parque Continental e eixo da Raposo Tavares. A expectativa da SPTrans, gerenciadora do sistema, é reduzir os intervalos, muito alongados em algumas linhas, com mais veículos operando em trajetos mais curtos. A transferência para a linha 4-Amarela do sistema de trilhos transforma-se no principal caminho de ligação com os eixos Rebouças, Paulista e Centro. Veja as alterações: 
:: Novo "Circular Central" Aos que se lembram das três linhas de trólebus que formavam o sistema chamado "Circular Central", interligando os principais terminais da região central da cidade, uma alteração importante: as linhas 2001-10 e 2003-10 foram unificadas. A nova linha parte do único terminal antes esquecido pelo sistema, o Amaral Gurgel (mais recente perante a criação das linhas), passando por dentro dos terminais Bandeira, Parque Dom Pedro II e Princesa Isabel. A operação permaneceu com a Sambaíba, concessionária do setor Norte da cidade, operando com veiculos diesel. Vale destacar que as linhas anteriores já não utilizavam os ônibus elétricos na operação há alguns anos, e o terminal Amaral Gurgel não conta com rede aérea 'trolley'. 
A linha 2002-10 (Term. Pq. D. Pedro II - Term. Bandeira) continua operando normalmente, por trólebus, pela Himalaia/Ambiental, do setor leste. :: Próximas mudanças Estão previstas para os meses de fevereiro e março novas alterações para as regiões Sul (Cidade Dutra/Grajaú), Sudoeste (eixo M'Boi Mirim) e Noroeste (Morro Doce/Jaraguá). Este último, aliás, envolverá a utilização do terminal Jardim Britânia para seu fim, servir de conexão entre linhas locais e estruturais. Desde a inauguração, o miniterminal localizado às margens da rodovia Anhanguera tem sua utilidade limitada a uma 'estação de transferência' e passagem de linhas. :: Falando no Britânia.. A CET - Companhia de Engenharia de Tráfego, realizou hoje alteração de mãos de direção em ruas próximas ao terminal, como a avenida Pierre Renoir, visando propiciar a passagem dos ônibus quando das alterações. :: Paese no Metrô.. Neste domingo, assim como no anterior, a Operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionada. Ônibus da Via Sul, concessionária do setor sudeste, farão as vezes do Metrô no trecho Vila Prudente - Alto do Ipiranga, da linha 2-Verde. O trecho passa por troca e teste do novo sistema de controle de trens, o CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação). O novo sistema, já presente na Linha 4-Amarela, permite que trens trafeguem a velocidades maiores, e intervalos menores entre as composições, diminuindo o tempo de espera nas plataformas. :: ..e na CPTM Continua durante o fim de semana a operação Paese na linha 8-Diamante entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso. O trecho ficou interditado desde o início da operação na sexta-feira, quando duas composições colidiram frontalmente. Os poucos feridos foram resgatadas por uma base do Samu - Serviço de Atendimento Médico de Urgência, localizada logo à frente do ocorrido. O motivo do acidente ainda será averiguado. Os ônibus da EMTU fazem o trajeto gratuitamente. Até mais.
Escrito por Andreh França às 16h16
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Alterações operacionais

:: Série de mudanças em Pinheiros / Butantã - parte 1 Neste sábado uma série de mudanças foi colocada em prática pela SPTrans na região oeste da cidade. Diversas linhas que rumavam anteriormente para a região central foram seccionadas em caráter circular nas imediações das estações Faria Lima e Butantã da Linha 4-Amarela do metrô. Segundo a SPTrans, gerenciadora do sistema municipal de ônibus, as alterações já eram previstas há tempos, e tiveram maior ímpeto após a nova dinâmica imposta pela inauguração da linha 4, na qual viagens até o centro e região da avenida Paulista tornaram-se infinitamente mais vantajosas pelo sistema de trilhos. Nessas alterações, as novas linhas já foram registradas sob a nova fórmula de numerações, identificando regiões atendidas e tipo de serviço. Segue abaixo as alterações: 
:: Troncalizando sem terminal A surpresa diante as mudanças se dá pelo fato de os encurtamentos terem sido previstos para operação junto à inauguração do terminal Pinheiros da SPTrans, junto às estações Pinheiros da ViaQuatro e da CPTM, na Marginal Pinheiros. Por momento a estrutura do terminal ainda se encontra em obras, tendo ficado ociosa enquanto finalizava-se nova fase de licitações para continuidade da construção do terminal e da reurbanização nas imediações do largo da Batata. Sendo assim, a SPTrans adianta o processo de troncalização previsto para o eixo Rebouças-Consolação, no qual menos linhas deverão cruzar o corredor diariamente, permitindo melhores velocidades e intervalos para as linhas troncalizadas. :: Série de mudanças em Pinheiros / Butantã - parte 2 Mais uma cota de alterações está programada já para o próximo sábado, 28 de janeiro. Dessa vez, o destaque ficará por conta de linhas provenientes da região do Parque Continental / Divisa de Osasco e Raposo Tavares. A relação de linhas alteradas já consta no site da SPTrans. Na mesma data, outra alteração importante deve ocorrer na região central. As antigas linhas da denominação "Circular Central", 2001-10 e 2003-10 deverão dar lugar a uma nova linha partindo do terminal Amaral Gurgel e perfazendo a ligação interterminais do centro. :: Mais mudanças de hoje Apesar de pouco -ou nulamente- divulgadas, outras alterações ocorreram neste sábado na região sul/sudoeste da cidade. Os seccionamentos foram: 
:: Outras mudanças do ano Durante as primeiras semanas deste ano, algumas novidades foram registradas, como o encurtamento da linha 4208-10 para as imediações da estação Vila Prudente, além da criação de outros dois serviços locais, todos na zona leste da cidade.  Ainda merece ser registrada a conexão das linhas intermunicipais do município de Embu-Guaçu com o terminal Grajaú, na zona sul. As linhas que antes rumavam para junto das estações Santa Cruz e Jabaquara do Metrô, além das ligações com a região de Santo Amaro, foram encurtadas para o terminal Grajaú, proporcionando uma integração tarifária exclusiva na cidade, gratuita com as linhas municipais da SPTrans e com desconto na transferência para a Linha 9-Esmeralda da CPTM. O funcionamento se dá por máquinas validadoras entre o cartão BOM-Bilhete Ônibus Metropolitano, usado pela EMTU e o BU-Bilhete Único, da SPTrans. Para maiores informações, acesse a página da EMTU sobre o assunto. Até mais.
Escrito por Andreh França às 21h45
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De volta: Quatro Anos!

Amigos leitores; amantes do urbanismo, Olá! O tempo passou rápido.. nem se percebe que quase um ano se passou da última postagem. Por uma série de motivos foi necessário abrir uma lacuna considerável no ritmo de atualizações, que chegou a ponto de inativar o blog durante todo este período. Não havia condições de dar prosseguimento fiel às atualizações, e nem seria o caso de novas promessas, provavelmente, em vão. Foi com dor no coração que precisei dar uma pausa... mas é com energias renovadas que retomo o InfraNews a partir de hoje, 21 de Janeiro de 2012, quando este espaço completa quatro anos de existência. Como quase um ano inteiro se passou vago, nem há motivos para comemoração de data... mas sim, para registrar um recomeço mais firme, maduro, pés no chão e com novas ideias. Acima de tudo isso, com um norte bem definido: resgatar a essência deste espaço. Discutir assuntos referentes à infraestrutura urbana e transportes da capital paulista e região, sob um olhar imparcial e crítico; porém mais leve e dinâmico. É um desafio novo que tentarei mostrar ao longo das semanas seguintes. Deixo claro que o espaço está aberto a comentários, principalmente dos que não concordarem com quaisquer conteúdos divulgados. Opiniões diversas serão sempre bem aceitas no InfraNews. O trabalho recomeça. Conto com todos. O InfraNews, renovado, está de volta!
Escrito por Andreh França às 19h45
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KENNEDY ALTERADO
 

::: Robert Kennedy vira Atlântica Aquilo que muitos pleiteavam e pouquíssimos acreditavam se tornar realidade, finalmente veio acontecer. A importante avenida Robert Kennedy, via de 7,5 quilômetros de extensão, que margeia a represa Guarapiranga, na zona sul da cidade, mudou de nome e passou a se chamar oficialmente Atlântica. Ou melhor, voltou a se chamar assim. Há pouco mais de 30 anos, a avenida recebia o nome Atlântica, quando teve a denominação alterada pelo prefeito Olavo Setúbal para homenagear o líder norte-americano Robert Kennedy, assassinado em 1968. Apesar da ação, muitos ainda chamavam a via pelo nome original. Foi o que levou o vereador Antonio Goulart a cunhar proposta na Câmara Municipal. O projeto foi aprovado na Câmara e vetado pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2008. A Câmara, em agosto de 2010, derrubou o veto do prefeito, o que fez automaticamente ter aprovada a mudança. ::: Legislação em pauta O veto do prefeito, em 2008, teve como argumentação lei que determina impossibilidade de "homonímias" (mesmo nome) em diversos logradouros --como se fosse pouco comum à cidade! A referência era dada com a rua Atlântica, localizada na região dos Jardins. Outra questão abordada era a premissa à alteração. Segundo lei, uma via só pode mudar de nome em caso de homonínia ou semelhança fonética, e quando expõe os moradores locais ao ridículo. No caso, compunha-se de insatisfação dos moradores e comerciantes à longínqua alteração anterior. Outra discussão colocada para debate era a de homenagem imprópria a personalidades estrangeiras sem vínculo com a cidade e/ou país. ::: Eles decidem, o povo paga Uma outra questão apontada para a mudança de nome da via foi relativo a custos que onerassem a população local. Alterações de endereço para escrituras, serviços de água, luz, telefone, etc deverão ser efetuadas pelos próprios cidadãos efetados. Quanto escrituras, cerca de 450 contribuintes deverão gastar R$16,24 cada. ::: Placas alteradas Recentemente as placas indicativas de logradouro (as de esquina) da avenida Atlântica foram trocadas pelo novo padrão da cidade, ostentando o "novo-velho" nome. Mas por um momento, somente essas placas foram alteradas. Outras alterações visuais ficarão por conta do tempo, segundo a própria prefeitura. Pontos de parada do corredor de ônibus, itinerário dos coletivos, além de placas de orientação em diversas ruas da região ainda não têm previsão de troca. ::: Em 2005, outro Kennedy era trocado No ano de 2005, a Câmara municipal aprovou a alteração de nome da Biblioteca Presidente Kennedy, na avenida João Dias, também na região sul, para Biblioteca Prefeito Prestes Maia. A alteração objetivou homenagear o prefeito responsável pela construção do edifício, em 1965. A biblioteca tem hoje acervo variado, com ênfase em questões de arquitetura e urbanismo, além de histórico do prefeito homenageado.
Escrito por Andreh França às 21h46
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MOTOFAIXAS NA BERLINDA
As faixas exclusivas para motos estão fora dos planos da prefeitura para os próximos anos. A informação vem da revisão das metas da Agenda 2012, divulgados em janeiro. Segundo os novos objetivos, bem mais brandos (reduzidos), a prefeitura passa a projetar um total de três motofaixas, diante oito previstas anteriormente. De acordo com a justificativa apresentada, a experiência de cerca de oito meses de funcionamento da faixa exclusiva da rua Vergueiro mostrou que o número de acidentes não obteve redução significativa, além de o movimento do corredor ser pequeno, perante demanda prevista. Inaugurada em 02 de Junho de 2010, após cerca de seis meses em obras, a motofaixa percorre a rua Vergueiro, desde a proximidade da avenida Lins de Vasconcelos, seguindo pela avenida Liberdade (continuidade natural) até atingir a praça João Mendes, no centro da cidade. Seu trajeto, ponto de discórdia entre especialistas de trânsito, foi cunhado com o objetivo de ser a alternativa direta à avenida 23 de Maio, via expressa paralela que registrava o maior tráfego de motocicletas na cidade, depois das avenidas marginais dos rios Tietê e Pinheiros. A '23', como decorrência da motofaixa, ficaria restrita à circulação de motos, fazendo cair drasticamente o número de acidentes em duas rodas registradas em suas pistas. O plano municipal, porém, não foi alcançado. A avenida 23 de Maio chegou a ter restringido o tráfego de motocicletas, juntamente com as vias expressas da marginal Tietê, mas não transferiu o movimento para a motofaixa da Vergueiro. Aliás, a própria circulação na '23' continuou ilegalmente. Dentre as justificativas apresentadas pelo governo, a adaptabilidade será dada com o tempo, através de campanhas de orientação e educação de trânsito. Uma desculpa fácil, porém não enganosa do que deverá ser feito. Mas problemas de planejamento são os maiores responsáveis pelo declarado insucesso do projeto. A motofaixa foi implantada com sérios problemas de sinalização, e términos inesperados, como junto ao acesso à avenida Bernardino de Campos, onde a via exclusiva acaba para dar lugar às vias de conversão, retornando logo após o acesso. Tal questão provoca um perigoso "X" de veículos, eliminando a vantagem de se circular pela faixa. Pela meta, novas faixas deverão ser consideradas somente daqui dois anos, ao final da atual gestão. Por esse período, porém, cogita-se aumentar as regiões de restrição à circulação de motocicletas. Mas o caso, por todo o desgaste político tido (principalmente com sindicatos), deve ter prioridade baixa para realizações. Há hoje duas motovias na cidade, a da Vergueiro/Liberdade e das avenidas Paulo VI e Sumaré, mais antiga. Em 2008 houve uma tentativa de implantação de motofaixa na avenida 23 de Maio, que porém, foi descartada após três dias de testes. Há ainda uma faixa dada como preferencial compartilhada no eixo das avenidas Eusébio Matoso, Rebouças e rua da Consolação. Essa, a faixa da esquerda, junto aos carros, paralela ao corredor de ônibus. A tentativa, que se resume a marcação no solo e algumas placas, definitivamente não surtiu efeito e deve ser desconsiderada da lista. Ações para ajudar a fluir o trânsito da capital devem ser tomadas o mais breve possível. O convívio harmonioso entre motos e demais veículos parace ainda utópico ou distante de qualquer solução. Restrições têm que ser feitas com cautela, e vias exclusivas, apesar de difíceis para implantação ainda precisariam ser consideradas, com, no mínimo, bem melhor planejamento. A conferir. Até mais.
Escrito por Andreh França às 22h46
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MUDANÇA DO M BOI MIRIM - PARTE 2


Olá.. Há quase dois meses ocorreu uma das mais significativas mudanças de linhas de ônibus da região sudoeste da capital. Refiro-me à região da estrada do M Boi Mirim, que sofreu a segunda etapa de reorganização das linhas que por ela passam --a primeira etapa pode ser conferida aqui. A manutenção de itinerários alterou denominações, seccionou linhas, criou novos pontos de conexões, e.. deixou muita gente confusa, quando não descontente com a situação. No dia 11 de Dezembro de 2010, um sábado, diversas linhas passaram por adaptações. A intenção da SPTrans, gerenciadora do sistema, é acabar com a sobreposição (concorrência) de linhas, eliminar a passagem de micro-ônibus pela direta (em avenida de corredor à esquerda), aliviar o tráfego e deixar os itinerários mais funcionais. Um "quebra-cabeças" de não tão prática solução, já que recai sobre alterações viárias, acertos financeiros entre as partes (viações e cooperativas) envolvidas, além de adaptabilidade gradativa dos passageiros locais -- em tese geral, pouco afáveis à ideia de transbordos. E assim ocorreu, como poucos acreditavam ser possível. Logo no primeiro dia, como de praxe, a confusão e revolta de passageiros durante o trajeto. Junto ao terminal Jardim Angela, maior ponto de transferência, as reclamações eram constantes. Gente esperava por linhas que não mais existiam, ou eram obrigados a descer e encontrar outras formas de prosseguir até os destinos. Junto a esse terminal, a maior parte das linhas provindas dos bairros se tornaram circulares, por falta de espaço interno --basicamente um 'ovo', como dizem. Abaixo as alterações: 
Dentre as mudanças, destacam-se as alterações em linhas do Jardim Jacira -- agora precedidas pela denominação "Terminal Rodoviário" (extremo sul - já no município de Itapecerica da Serra). A linha antes destinada à estação Santa Cruz do Metrô passou a seguir tão somente ao terminal Jardim Angela. Já a linha que fazia a ligação com o bairro Pinheiros foi seccionada junto à estação Santo Amaro (Metrô-CPTM), na avenida Guido Caloi. No local, desde a inauguração da Linha 5-Lilás, havia a estrutura de um terminal urbano usado tão somente como estacionamento de funcionários do Metrô. Com este novo ponto final, a SPTrans espera que parte dos passageiros acabem optando pela integração com a Linha 9-Esmeralda da CPTM para chegar até o destino. Para aqueles que tinham como destino a região da Faria Lima/Berrini, criaram uma nova linha (709P-10), servindo de natural continuidade da antiga linha, com o apoio de veículos maiores (articulados). Essa alteração foi significativa, uma vez que tentativas anteriores de seccionamento da 637C-10 fracassaram por protestos da população. As alterações pareceram causar pouco efeito colateral nas semanas que se seguiram. Denúncias de aumentos consideráveis nos tempos de viagem (em cerca de 30 min.), de superlotação de linhas restantes, além de piora no trânsito da estrada do M Boi Mirim foram registradas, mas pouco consideradas, já que uma nova leva de alterações é prevista para breve. Fiquemos atentos e vejamos quais serão as novas alterações. Até lá.
Escrito por Andreh França às 16h41
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CONFORME O ESPERADO

Amantes do transporte, olá De conhecimento de todos, desde o dia 05 de Janeiro de 2011, a tarifa-base do sistema de transporte coletivo do município de São Paulo está fixada em R$ 3,00. O reajuste, perante o valor anterior (R$2,70), refletiu 11,11% de aumento, acima das estimativas oficiais, que declaravam algo em torno de R$ 2,90. Porém, o arredondamento em R$3,00 já havia sido citado anteriormente. O objetivo, além de ficar em acordo aos índices de inflação do ano, é declarado no poder de redução dos subsídios aos concessionários (consórcios e/ou empresas operadoras) e aos permissionários (cooperativas). Em 2010, o valor de repasses somou R$ 660 milhões. O valor cobre as passagens e transferências gratuitas realizadas por meio do Bilhete Único, além de custos de renovação da frota --exigido pelo governo em um cronograma não exatamente respeitado. Com o aumento da tarifa superior ao estimado, a prefeitura espera baixar em R$ 60 milhões o valor de subsídios em 2011. Pouco, comparado ao inicial cronograma de zerar os subsídios, que já vem de anos. A intenção era de que o repasse fosse um re-equilíbrio financeiro temporário, até que o sistema das viações abarcasse as alterações e se autogerisse com tão somente o valor das passagens. Mas a coisa acabou por se prolongar. Método de compensação criado em 2002 durante a gestão Marta Suplicy (PT) --porém negado à época--, os subsídios tiveram continuidade com José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). Este último inclusive fez aumentar os repasses na condição de cumprir com a promessa de fixar a tarifa em R$2,30 --valor que ficou congelado por três anos. Os valores acabaram atingindo níveis recordes, como os R$ 800 milhões em 2009 --quando o esperado girava nos R$600 milhões. Em janeiro de 2010, para frear a multiplicação dos valores, a passagem foi elevada a R$2,70, fazendo o valor pago pelo governo reduzir aos R$ 660 milhões. O então secretário municipal dos transportes, Alexandre de Moraes, declarou que para suficiente redução, seria preciso uma tarifa acima dos R$3,00; dito à época inviável. Já se trabalhava com o ano de 2012 como meta para "equacionar" o problema. Na verdade, a meta é dada com vistas à nova licitação para escolha (troca ou continuidade) das operadoras, que deve fixar valores de gastos municipais, reduzindo custos dos contratos. Assim, de acordo com a prefeitura, os subsídios seriam mínimos, tão somente a cobrir as viagens gratuitas de idosos, deficientes e desempregados, além das meias passagens dos estudantes. Verificando os custos atuais, parece difícil conseguir o feito. Por momento, a saída para redução de custos está fixada nas reordenações do sistema; ou seja, seccionamento e eliminação de linhas sobrepostas e deixar os cerca de 15.000 ônibus em linhas mais racionais e funcionais. Algo que há muitos anos deveria ser feito, desde a criação do plano "Interligado", da gestão Marta Suplicy, nunca concluído. Nos últimos tempos, timidamente, a SPTrans, órgão gerenciador do sistema municipal vinculado à secretaria dos transportes, tem começado a agir para reorganização da malha, com alterações em massa nas regiões norte, sul, sudoeste e oeste do município. Ações que devem ter prosseguimento no decorrer dos próximos meses. A conferir. Para lembrar: o valor de R$2,70 ainda é válido em cartões carregados até a data da mudança. O valor da integração com o sistema de trilhos (Metrô/CPTM) subiu de R$ 4,07 para, por enquanto, R$ 4,29 --uma vez que se aguarda para fevereiro o reajuste da passagem dos modais sob responsabilidade do Governo do Estado. Bom, é isso. Até lá.
Escrito por Andreh França às 19h12
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LINDA! MAS NÃO IMPRESSIONOU
Olá A cidade de São Paulo tem por tradição nas épocas festivas de final de ano enfeitar seus monumentos, seus cartões postais e transformar locais em verdadeiros pontos turísticos. São diversos os casos, como os enfeites na avenida Paulista, a ponte Estaiada em iluminação que remete a um pinheiro, e principalmente, as árvores de Natal oficiais, a da represa Guarapiranga (mais recente) e do parque Ibirapuera (tradicional). Esta última, a cada ano, torna-se alvo de milhares de espectadores. Na época próxima ao 25 de dezembro, o trânsito na região fica simplemente travado. É comum que os interessados gastem horas na fila de carros para ver, apreciar e fotografar a 'árvore'.
A cada ano, a estrutura de metal tem projeto mais ambicioso, ficando mais alta ou mais moderna. Dessa vez, a empresa patrocinadora, o Banco Santander, por meio das agências de publicidade Pepper e Mr.Postman, optou em especial pela segunda opção. A árvore 'hi-tech' foi composta por milhares de LEDs (microlâmpadas), que davam cores e formas diferentes. Ao contraponto, foi menor que os últimos anos, tendo 68 metros de altura (58 metros da estrutura mais 10 metros da estrela pontal) e 30 metros de diâmetro. A nível de comparação, em 2009 a árvore teve o recorde de 75 metros de altura e 35 metros de diâmento. Na compensação do tamanho, o projeto --concebido em apenas 45 dias-- teve como foco a tecnologia e a sustentabilidade. A estrutura, sem fundações no solo, foi segura por 190 mil litros de água, devolvidos posteriormente à Sabesp. No consumo de energia, os LEDs do enorme telão gastaram somente o equivalente a dois chuveiros elétricos. Impossível de passar despercebida, a árvore contava com dúzias de cores intensas e animações interessantes, que inevitavelmente prendia a atenção de quem por alí passava. Aliás, em época onde a interação das redes sociais ficou tão intensa, a árvore também foi alvo de ação de compartilhamento de mensagens. Pessoas comuns puderam enviar textos gerais como "FELIZ NATAL A TODOS" ou específicos para alguma determinada pessoa, como "MARI T. AMO" e coisas do gênero. A interação também chegou na decisão da coloração base da árvore, decidida por votação na internet e por SMS. Ao que parece, o vermelho ganhou a preferência popular, estando presente em considerável parte das vezes. Curiosidade ou não, essa é a mesma tonalidade padrão na comunicação visual do banco. Apesar de muito bonita e chamativa, a árvore pareceu ficar aquém do esperado. Em comparação com anos anteriores, cujas decorações e iluminações remetiam a árvores tradicionais, a estrutura de 2010 ficou mais simples. Durante a claridade do dia, era capaz de se passar pela árvore e nem se dar conta de sua presença. Revestimentos em tecido quase transparente em inexpressiva tonalidade amarronzada foram o tudo dessa vez. O verde tradicional, as bolas e demais enfeites tornaram-se apenas virtuais, visíveis somente ao período noturno. Pode ser apenas impressão, mas as inovações e modernidades deste último ano pareceram não compensar a perda da tradição. Uma aura de magia que fez falta. Esperemos o Natal de 2011 e ver o que será programado. Até mais 
Escrito por Andreh França às 09h08
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NOVO ANO; VELHOS PROBLEMAS
Olá a todos. Finalmente de volta! 2011 começou com tudo. Muitas novidades sobre infraestrutura chegaram nos últimos tempos. Algumas boas, outras nem tanto. Umas que nem mesmo gostaríamos de assistir. As tristes cenas vistas nos últimos dias em diversos estados, mas principalmente no Rio de Janeiro, nos mostram o quão propensos estamos a tragédias de cunho natural. Basta chover um pouco acima da normalidade e pronto, lá vêm os transbordamentos de rios, as enchentes e todos os seus desastres. E a situação não se resume a tão somente o que a natureza nos proporciona em surpresas, mas também quanto a "sinucas de bico" a que somos submetidos. Exemplo é o da região metropolitana de São Paulo, em que no primeiro momento ações do homem precaviram cidades de sofrerem com as chuvas por meio das barragens construídas no sistema Cantareira. Em segundo momento, porém, por conta das cheias, a represa chegou ao limite da capacidade, correndo o risco de ter suas barreiras comprometidas --para não dizer estouradas-- e provocar um desastre sem tamanho. A saída, como de praxe, foi a abertura parcial das comportas da represa Paiva Castro (Mairiporã), fazendo com que o excesso de água pudesse escoar mais rapidamente pelo curso do rio e aliviar a pressão junto à barragem. Como era de se imaginar, o volume excessivo passou a atingir as cidades próximas, fazendo, no caso mais conhecido, alagar toda uma cidade de Franco da Rocha. Com estrutura bastante precária, o município que já sofria com as chuvas se viu refém das águas, ilhando a população e fazendo simplesmente tudo parar por dias. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), responsável pela barragem, indagou não ter tido outra alternativa. Tanto é que a situação de limite da capacidade se repetiu com a represa de Jaguari, que neste sábado também abriu parcialmente as comportas, deixando em alerta cidades como Jaguariúna, Amparo e Bragança Paulista. Até o momento, nenhum caso sério foi registrado. E assim começa o ano. Todos tentando entender o porquê de tanto caos. As chuvas, claro, não podem ser as culpadas; mas sim a ocupação sem planejamento nos municípios e falta de ações preventivas por parte dos governos. Nem sempre acaba sendo entendido o real valor de um bom investimento que garanta a segurança estrutural e social das cidades. Entra eleição passa eleição, e as situaçãoes permanecem iguais. O interesse político acaba por falar mais alto, e quando não, é partilhado com as burocracias excessivas nos processos licitatórios e na obtenção de recursos. Se algo mais enfático não for feito --o que é praticamente impossível-- continuaremos registrando os mesmo velhos problemas no decorrer deste e dos próximos anos. Vejamos. 2011 só começou. Até lá.
Escrito por Andreh França às 23h00
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André França
23 anos
Paulistano
Jornalista
Apaixonado por infraestrutura urbana e transportes.
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