ÔNIBUS: MAIS MUDANÇAS

:: Alterações confirmadas

   Como citado na última postagem, hoje, 28 de janeiro, colocou-se em prática a segunda parte de alterações em linhas de ônibus na região de Pinheiros, Butantã e avenida Rebouças. Assim, a nova configuração alterou linhas tradicionais e demandadas, como as da região da divisa de Osasco / Parque Continental e eixo da Raposo Tavares. A expectativa da SPTrans, gerenciadora do sistema, é reduzir os intervalos, muito alongados em algumas linhas, com mais veículos operando em trajetos mais curtos. A transferência para a linha 4-Amarela do sistema de trilhos transforma-se no principal caminho de ligação com os eixos Rebouças, Paulista e Centro. Veja as alterações:

:: Novo "Circular Central"

   Aos que se lembram das três linhas de trólebus que formavam o sistema chamado "Circular Central", interligando os principais terminais da região central da cidade, uma alteração importante: as linhas 2001-10 e 2003-10 foram unificadas. A nova linha parte do único terminal antes esquecido pelo sistema, o Amaral Gurgel (mais recente perante a criação das linhas), passando por dentro dos terminais Bandeira, Parque Dom Pedro II e Princesa Isabel. A operação permaneceu com a Sambaíba, concessionária do setor Norte da cidade, operando com veiculos diesel. Vale destacar que as linhas anteriores já não utilizavam os ônibus elétricos na operação há alguns anos, e o terminal Amaral Gurgel não conta com rede aérea 'trolley'.

  A linha 2002-10 (Term. Pq. D. Pedro II - Term. Bandeira) continua operando normalmente, por trólebus, pela Himalaia/Ambiental, do setor leste.

:: Próximas mudanças

   Estão previstas para os meses de fevereiro e março novas alterações para as regiões Sul (Cidade Dutra/Grajaú), Sudoeste (eixo M'Boi Mirim) e Noroeste (Morro Doce/Jaraguá). Este último, aliás, envolverá a utilização do terminal Jardim Britânia para seu fim, servir de conexão entre linhas locais e estruturais. Desde a inauguração, o miniterminal localizado às margens da rodovia Anhanguera tem sua utilidade limitada a uma 'estação de transferência' e passagem de linhas.

:: Falando no Britânia..

  A CET - Companhia de Engenharia de Tráfego, realizou hoje alteração de mãos de direção em ruas próximas ao terminal, como a avenida Pierre Renoir, visando propiciar a passagem dos ônibus quando das alterações.

:: Paese no Metrô..

  Neste domingo, assim como no anterior, a Operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionada. Ônibus da Via Sul, concessionária do setor sudeste, farão as vezes do Metrô no trecho Vila Prudente - Alto do Ipiranga, da linha 2-Verde. O trecho passa por troca e teste do novo sistema de controle de trens, o CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação). O novo sistema, já presente na Linha 4-Amarela, permite que trens trafeguem a velocidades maiores, e intervalos menores entre as composições, diminuindo o tempo de espera nas plataformas.

:: ..e na CPTM

   Continua durante o fim de semana a operação Paese na linha 8-Diamante entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso. O trecho ficou interditado desde o início da operação na sexta-feira, quando duas composições colidiram frontalmente. Os poucos feridos foram resgatadas por uma base do Samu - Serviço de Atendimento Médico de Urgência, localizada logo à frente do ocorrido. O motivo do acidente ainda será averiguado. Os ônibus da EMTU fazem o trajeto gratuitamente.

Até mais.



Escrito por Andreh França às 16h16
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ALTERAÇÕES OPERACIONAIS

:: Série de mudanças em Pinheiros / Butantã - parte 1

  Neste sábado uma série de mudanças foi colocada em prática pela SPTrans na região oeste da cidade. Diversas linhas que rumavam anteriormente para a região central foram seccionadas em caráter circular nas imediações das estações Faria Lima e Butantã da Linha 4-Amarela do metrô. Segundo a SPTrans, gerenciadora do sistema municipal de ônibus, as alterações já eram previstas há tempos, e tiveram maior ímpeto após a nova dinâmica imposta pela inauguração da linha 4, na qual viagens até o centro e região da avenida Paulista tornaram-se infinitamente mais vantajosas pelo sistema de trilhos. Nessas alterações, as novas linhas já foram registradas sob a nova fórmula de numerações, identificando regiões atendidas e tipo de serviço. Segue abaixo as alterações:

:: Troncalizando sem terminal

   A surpresa diante as mudanças se dá pelo fato de os encurtamentos terem sido previstos para operação junto à inauguração do terminal Pinheiros da SPTrans, junto às estações Pinheiros da ViaQuatro e da CPTM, na Marginal Pinheiros. Por momento a estrutura do terminal ainda se encontra em obras, tendo ficado ociosa enquanto finalizava-se nova fase de licitações para continuidade da construção do terminal e da reurbanização nas imediações do largo da Batata. Sendo assim, a SPTrans adianta o processo de troncalização previsto para o eixo Rebouças-Consolação, no qual menos linhas deverão cruzar o corredor diariamente, permitindo melhores velocidades e intervalos para as linhas troncalizadas.

:: Série de mudanças em Pinheiros / Butantã - parte 2

  Mais uma cota de alterações está programada já para o próximo sábado, 28 de janeiro. Dessa vez, o destaque ficará por conta de linhas provenientes da região do Parque Continental / Divisa de Osasco e Raposo Tavares. A relação de linhas alteradas já consta no site da SPTrans. Na mesma data, outra alteração importante deve ocorrer na região central. As antigas linhas da denominação "Circular Central", 2001-10 e 2003-10 deverão dar lugar a uma nova linha partindo do terminal Amaral Gurgel e perfazendo a ligação interterminais do centro.

 :: Mais mudanças de hoje

   Apesar de pouco -ou nulamente- divulgadas, outras alterações ocorreram neste sábado na região sul/sudoeste da cidade. Os seccionamentos foram:

:: Outras mudanças do ano

   Durante as primeiras semanas deste ano, algumas novidades foram registradas, como o encurtamento da linha 4208-10 para as imediações da estação Vila Prudente, além da criação de outros dois serviços locais, todos na zona leste da cidade. 

 

   Ainda merece ser registrada a conexão das linhas intermunicipais do município de Embu-Guaçu com o terminal Grajaú, na zona sul. As linhas que antes rumavam para junto das estações Santa Cruz e Jabaquara do Metrô, além das ligações com a região de Santo Amaro, foram encurtadas para o terminal Grajaú, proporcionando uma integração tarifária exclusiva na cidade, gratuita com as linhas municipais da SPTrans e com desconto na transferência para a Linha 9-Esmeralda da CPTM. O funcionamento se dá por máquinas validadoras entre o cartão BOM-Bilhete Ônibus Metropolitano, usado pela EMTU e o BU-Bilhete Único, da SPTrans. Para maiores informações, acesse a página da EMTU sobre o assunto.

Até mais.



Escrito por Andreh França às 21h45
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DE VOLTA: QUATRO ANOS!

Amigos leitores; amantes do urbanismo, Olá!

O tempo passou rápido.. nem se percebe que quase um ano se passou da última postagem. Por uma série de motivos foi necessário abrir uma lacuna considerável no ritmo de atualizações, que chegou a ponto de inativar o blog durante todo este período. Não havia condições de dar prosseguimento fiel às atualizações, e nem seria o caso de novas promessas, provavelmente, em vão. Foi com dor no coração que precisei dar uma pausa... mas é com energias renovadas que retomo o InfraNews a partir de hoje, 21 de Janeiro de 2012, quando este espaço completa quatro anos de existência. Como quase um ano inteiro se passou vago, nem há motivos para comemoração de data... mas sim, para registrar um recomeço mais firme, maduro, pés no chão e com novas ideias. Acima de tudo isso, com um norte bem definido: resgatar a essência deste espaço. Discutir assuntos referentes à infraestrutura urbana e transportes da capital paulista e região, sob um olhar imparcial e crítico; porém mais leve e dinâmico. É um desafio novo que tentarei mostrar ao longo das semanas seguintes. Deixo claro que o espaço está aberto a comentários, principalmente dos que não concordarem com quaisquer conteúdos divulgados. Opiniões diversas serão sempre bem aceitas no InfraNews. O trabalho recomeça. Conto com todos. O InfraNews, renovado, está de volta!



Escrito por Andreh França às 19h45
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KENNEDY ALTERADO

::: Robert Kennedy vira Atlântica

   Aquilo que muitos pleiteavam e pouquíssimos acreditavam se tornar realidade, finalmente veio acontecer. A importante avenida Robert Kennedy, via de 7,5 quilômetros de extensão, que margeia a represa Guarapiranga, na zona sul da cidade, mudou de nome e passou a se chamar oficialmente Atlântica. Ou melhor, voltou a se chamar assim. Há pouco mais de 30 anos, a avenida recebia o nome Atlântica, quando teve a denominação alterada pelo prefeito Olavo Setúbal para homenagear o líder norte-americano Robert Kennedy, assassinado em 1968. Apesar da ação, muitos ainda chamavam a via pelo nome original. Foi o que levou o vereador Antonio Goulart a cunhar proposta na Câmara Municipal. O projeto foi aprovado na Câmara e vetado pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2008. A Câmara, em agosto de 2010, derrubou o veto do prefeito, o que fez automaticamente ter aprovada a mudança.

::: Legislação em pauta

   O veto do prefeito, em 2008, teve como argumentação lei que determina impossibilidade de "homonímias" (mesmo nome) em diversos logradouros --como se fosse pouco comum à cidade! A referência era dada com a rua Atlântica, localizada na região dos Jardins. Outra questão abordada era a premissa à alteração. Segundo lei, uma via só pode mudar de nome em caso de homonínia ou semelhança fonética, e quando expõe os moradores locais ao ridículo. No caso, compunha-se de insatisfação dos moradores e comerciantes à longínqua alteração anterior. Outra discussão colocada para debate era a de homenagem imprópria a personalidades estrangeiras sem vínculo com a cidade e/ou país.

::: Eles decidem, o povo paga

   Uma outra questão apontada para a mudança de nome da via foi relativo a custos que onerassem a população local. Alterações de endereço para escrituras, serviços de água, luz, telefone, etc deverão ser efetuadas pelos próprios cidadãos efetados. Quanto escrituras, cerca de 450 contribuintes deverão gastar R$16,24 cada.

::: Placas alteradas

   Recentemente as placas indicativas de logradouro (as de esquina) da avenida Atlântica foram trocadas pelo novo padrão da cidade, ostentando o "novo-velho" nome. Mas por um momento, somente essas placas foram alteradas. Outras alterações visuais ficarão por conta do tempo, segundo a própria prefeitura. Pontos de parada do corredor de ônibus, itinerário dos coletivos, além de placas de orientação em diversas ruas da região ainda não têm previsão de troca.

::: Em 2005, outro Kennedy era trocado

   No ano de 2005, a Câmara municipal aprovou a alteração de nome da Biblioteca Presidente Kennedy, na avenida João Dias, também na região sul, para Biblioteca Prefeito Prestes Maia. A alteração objetivou homenagear o prefeito responsável pela construção do edifício, em 1965. A biblioteca tem hoje acervo variado, com ênfase em questões de arquitetura e urbanismo, além de histórico do prefeito homenageado.



Escrito por Andreh França às 21h46
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MOTOFAIXAS NA BERLINDA

   As faixas exclusivas para motos estão fora dos planos da prefeitura para os próximos anos. A informação vem da revisão das metas da Agenda 2012, divulgados em janeiro. Segundo os novos objetivos, bem mais brandos (reduzidos), a prefeitura passa a projetar um total de três motofaixas, diante oito previstas anteriormente. De acordo com a justificativa apresentada, a experiência de cerca de oito meses de funcionamento da faixa exclusiva da rua Vergueiro mostrou que o número de acidentes não obteve redução significativa, além de o movimento do corredor ser pequeno, perante demanda prevista.

  Inaugurada em 02 de Junho de 2010, após cerca de seis meses em obras, a motofaixa percorre a rua Vergueiro, desde a proximidade da avenida Lins de Vasconcelos, seguindo pela avenida Liberdade (continuidade natural) até atingir a praça João Mendes, no centro da cidade. Seu trajeto, ponto de discórdia entre especialistas de trânsito, foi cunhado com o objetivo de ser a alternativa direta à avenida 23 de Maio, via expressa paralela que registrava o maior tráfego de motocicletas na cidade, depois das avenidas marginais dos rios Tietê e Pinheiros. A '23', como decorrência da motofaixa, ficaria restrita à circulação de motos, fazendo cair drasticamente o número de acidentes em duas rodas registradas em suas pistas.

  O plano municipal, porém, não foi alcançado. A avenida 23 de Maio chegou a ter restringido o tráfego de motocicletas, juntamente com as vias expressas da marginal Tietê, mas não transferiu o movimento para a motofaixa da Vergueiro. Aliás, a própria circulação na '23' continuou ilegalmente. Dentre as justificativas apresentadas pelo governo, a adaptabilidade será dada com o tempo, através de campanhas de orientação e educação de trânsito. Uma desculpa fácil, porém não enganosa do que deverá ser feito.

  Mas problemas de planejamento são os maiores responsáveis pelo declarado insucesso do projeto. A motofaixa foi implantada com sérios problemas de sinalização, e términos inesperados, como junto ao acesso à avenida Bernardino de Campos, onde a via exclusiva acaba para dar lugar às vias de conversão, retornando logo após o acesso. Tal questão provoca um perigoso "X" de veículos, eliminando a vantagem de se circular pela faixa.

  Pela meta, novas faixas deverão ser consideradas somente daqui dois anos, ao final da atual gestão. Por esse período, porém, cogita-se aumentar as regiões de restrição à circulação de motocicletas. Mas o caso, por todo o desgaste político tido (principalmente com sindicatos), deve ter prioridade baixa para realizações.

  Há hoje duas motovias na cidade, a da Vergueiro/Liberdade e das avenidas Paulo VI e Sumaré, mais antiga. Em 2008 houve uma tentativa de implantação de motofaixa na avenida 23 de Maio, que porém, foi descartada após três dias de testes. Há ainda uma faixa dada como preferencial compartilhada no eixo das avenidas Eusébio Matoso, Rebouças e rua da Consolação. Essa, a faixa da esquerda, junto aos carros, paralela ao corredor de ônibus. A tentativa, que se resume a marcação no solo e algumas placas, definitivamente não surtiu efeito e deve ser desconsiderada da lista.

Ações para ajudar a fluir o trânsito da capital devem ser tomadas o mais breve possível. O convívio harmonioso entre motos e demais veículos parace ainda utópico ou distante de qualquer solução. Restrições têm que ser feitas com cautela, e vias exclusivas, apesar de difíceis para implantação ainda precisariam ser consideradas, com, no mínimo, bem melhor planejamento. A conferir.

Até mais.



Escrito por Andreh França às 22h46
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MUDANÇA DO M BOI MIRIM - PARTE 2

Olá..

   Há quase dois meses ocorreu uma das mais significativas mudanças de linhas de ônibus da região sudoeste da capital. Refiro-me à região da estrada do M Boi Mirim, que sofreu a segunda etapa de reorganização das linhas que por ela passam --a primeira etapa pode ser conferida aqui. A manutenção de itinerários alterou denominações, seccionou linhas, criou novos pontos de conexões, e.. deixou muita gente confusa, quando não descontente com a situação.

   No dia 11 de Dezembro de 2010, um sábado, diversas linhas passaram por adaptações. A intenção da SPTrans, gerenciadora do sistema, é acabar com a sobreposição (concorrência) de linhas, eliminar a passagem de micro-ônibus pela direta (em avenida de corredor à esquerda), aliviar o tráfego e deixar os itinerários mais funcionais. Um "quebra-cabeças" de não tão prática solução, já que recai sobre alterações viárias, acertos financeiros entre as partes (viações e cooperativas) envolvidas, além de adaptabilidade gradativa dos passageiros locais -- em tese geral, pouco afáveis à ideia de transbordos.

   E assim ocorreu, como poucos acreditavam ser possível. Logo no primeiro dia, como de praxe, a confusão e revolta de passageiros durante o trajeto. Junto ao terminal Jardim Angela, maior ponto de transferência, as reclamações eram constantes. Gente esperava por linhas que não mais existiam, ou eram obrigados a descer e encontrar outras formas de prosseguir até os destinos. Junto a esse terminal, a maior parte das linhas provindas dos bairros se tornaram circulares, por falta de espaço interno --basicamente um 'ovo', como dizem.

Abaixo as alterações:

   Dentre as mudanças, destacam-se as alterações em linhas do Jardim Jacira -- agora precedidas pela denominação "Terminal Rodoviário" (extremo sul - já no município de Itapecerica da Serra). A linha antes destinada à estação Santa Cruz do Metrô passou a seguir tão somente ao terminal Jardim Angela. Já a linha que fazia a ligação com o bairro Pinheiros foi seccionada junto à estação Santo Amaro (Metrô-CPTM), na avenida Guido Caloi. No local, desde a inauguração da Linha 5-Lilás, havia a estrutura de um terminal urbano usado tão somente como estacionamento de funcionários do Metrô. Com este novo ponto final, a SPTrans espera que parte dos passageiros acabem optando pela integração com a Linha 9-Esmeralda da CPTM para chegar até o destino. Para aqueles que tinham como destino a região da Faria Lima/Berrini, criaram uma nova linha (709P-10), servindo de natural continuidade da antiga linha, com o apoio de veículos maiores (articulados).

Essa alteração foi significativa, uma vez que tentativas anteriores de seccionamento da 637C-10 fracassaram por protestos da população.

As alterações pareceram causar pouco efeito colateral nas semanas que se seguiram. Denúncias de aumentos consideráveis nos tempos de viagem (em cerca de 30 min.), de superlotação de linhas restantes, além de piora no trânsito da estrada do M Boi Mirim foram registradas, mas pouco consideradas, já que uma nova leva de alterações é prevista para breve. Fiquemos atentos e vejamos quais serão as novas alterações.

Até lá.



Escrito por Andreh França às 16h41
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CONFORME O ESPERADO

Amantes do transporte, olá

   De conhecimento de todos, desde o dia 05 de Janeiro de 2011, a tarifa-base do sistema de transporte coletivo do município de São Paulo está fixada em R$ 3,00. O reajuste, perante o valor anterior (R$2,70), refletiu 11,11% de aumento, acima das estimativas oficiais, que declaravam algo em torno de R$ 2,90. Porém, o arredondamento em R$3,00 já havia sido citado anteriormente.

   O objetivo, além de ficar em acordo aos índices de inflação do ano, é declarado no poder de redução dos subsídios aos concessionários (consórcios e/ou empresas operadoras) e aos permissionários (cooperativas). Em 2010, o valor de repasses somou R$ 660 milhões. O valor cobre as passagens e transferências gratuitas realizadas por meio do Bilhete Único, além de custos de renovação da frota --exigido pelo governo em um cronograma não exatamente respeitado.

   Com o aumento da tarifa superior ao estimado, a prefeitura espera baixar em R$ 60 milhões o valor de subsídios em 2011. Pouco, comparado ao inicial cronograma de zerar os subsídios, que já vem de anos. A intenção era de que o repasse fosse um re-equilíbrio financeiro temporário, até que o sistema das viações abarcasse as alterações e se autogerisse com tão somente o valor das passagens. Mas a coisa acabou por se prolongar.

   Método de compensação criado em 2002 durante a gestão Marta Suplicy (PT) --porém negado à época--, os subsídios tiveram continuidade com José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). Este último inclusive fez aumentar os repasses na condição de cumprir com a promessa de fixar a tarifa em R$2,30 --valor que ficou congelado por três anos. Os valores acabaram atingindo níveis recordes, como os R$ 800 milhões em 2009 --quando o esperado girava nos R$600 milhões. Em janeiro de 2010, para frear a multiplicação dos valores, a passagem foi elevada a R$2,70, fazendo o valor pago pelo governo reduzir aos R$ 660 milhões. O então secretário municipal dos transportes, Alexandre de Moraes, declarou que para suficiente redução, seria preciso uma tarifa acima dos R$3,00; dito à época inviável. Já se trabalhava com o ano de 2012 como meta para "equacionar" o problema.

   Na verdade, a meta é dada com vistas à nova licitação para escolha (troca ou continuidade) das operadoras, que deve fixar valores de gastos municipais, reduzindo custos dos contratos. Assim, de acordo com a prefeitura, os subsídios seriam mínimos, tão somente a cobrir as viagens gratuitas de idosos, deficientes e desempregados, além das meias passagens dos estudantes. Verificando os custos atuais, parece difícil conseguir o feito.

   Por momento, a saída para redução de custos está fixada nas reordenações do sistema; ou seja, seccionamento e eliminação de linhas sobrepostas e deixar os cerca de 15.000 ônibus em linhas mais racionais e funcionais. Algo que há muitos anos deveria ser feito, desde a criação do plano "Interligado", da gestão Marta Suplicy, nunca concluído. Nos últimos tempos, timidamente, a SPTrans, órgão gerenciador do sistema municipal vinculado à secretaria dos transportes, tem começado a agir para reorganização da malha, com alterações em massa nas regiões norte, sul, sudoeste e oeste do município. Ações que devem ter prosseguimento no decorrer dos próximos meses. A conferir.

Para lembrar: o valor de R$2,70 ainda é válido em cartões carregados até a data da mudança. O valor da integração com o sistema de trilhos (Metrô/CPTM) subiu de R$ 4,07 para, por enquanto, R$ 4,29 --uma vez que se aguarda para fevereiro o reajuste da passagem dos modais sob responsabilidade do Governo do Estado.

Bom, é isso. Até lá.



Escrito por Andreh França às 19h12
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LINDA! MAS NÃO IMPRESSIONOU

Olá

  A cidade de São Paulo tem por tradição nas épocas festivas de final de ano enfeitar seus monumentos, seus cartões postais e transformar locais em verdadeiros pontos turísticos. São diversos os casos, como os enfeites na avenida Paulista, a ponte Estaiada em iluminação que remete a um pinheiro, e principalmente, as árvores de Natal oficiais, a da represa Guarapiranga (mais recente) e do parque Ibirapuera (tradicional). Esta última, a cada ano, torna-se alvo de milhares de espectadores. Na época próxima ao 25 de dezembro, o trânsito na região fica simplemente travado. É comum que os interessados gastem horas na fila de carros para ver, apreciar e fotografar a 'árvore'. 

   A cada ano, a estrutura de metal tem projeto mais ambicioso, ficando mais alta ou mais moderna. Dessa vez, a empresa patrocinadora, o Banco Santander, por meio das agências de publicidade Pepper e Mr.Postman, optou em especial pela segunda opção. A árvore 'hi-tech' foi composta por milhares de LEDs (microlâmpadas), que davam cores e formas diferentes. Ao contraponto, foi menor que os últimos anos, tendo 68 metros de altura (58 metros da estrutura mais 10 metros da estrela pontal) e 30 metros de diâmetro. A nível de comparação, em 2009 a árvore teve o recorde de 75 metros de altura e 35 metros de diâmento.

    Na compensação do tamanho, o projeto --concebido em apenas 45 dias-- teve como foco a tecnologia e a sustentabilidade. A estrutura, sem fundações no solo, foi segura por 190 mil litros de água, devolvidos posteriormente à Sabesp. No consumo de energia, os LEDs do enorme telão gastaram somente o equivalente a dois chuveiros elétricos.

   Impossível de passar despercebida, a árvore contava com dúzias de cores intensas e animações interessantes, que inevitavelmente prendia a atenção de quem por alí passava. Aliás, em época onde a interação das redes sociais ficou tão intensa, a árvore também foi alvo de ação de compartilhamento de mensagens. Pessoas comuns puderam enviar textos gerais como "FELIZ NATAL A TODOS" ou específicos para alguma determinada pessoa, como "MARI T. AMO" e coisas do gênero. A interação também chegou na decisão da coloração base da árvore, decidida por votação na internet e por SMS. Ao que parece, o vermelho ganhou a preferência popular, estando presente em considerável parte das vezes. Curiosidade ou não, essa é a mesma tonalidade padrão na comunicação visual do banco.

   Apesar de muito bonita e chamativa, a árvore pareceu ficar aquém do esperado. Em comparação com anos anteriores, cujas decorações e iluminações remetiam a árvores tradicionais, a estrutura de 2010 ficou mais simples. Durante a claridade do dia, era capaz de se passar pela árvore e nem se dar conta de sua presença. Revestimentos em tecido quase transparente em inexpressiva tonalidade amarronzada foram o tudo dessa vez. O verde tradicional, as bolas e demais enfeites tornaram-se apenas virtuais, visíveis somente ao período noturno.

   Pode ser apenas impressão, mas as inovações e modernidades deste último ano pareceram não compensar a perda da tradição. Uma aura de magia que fez falta. Esperemos o Natal de 2011 e ver o que será programado.

Até mais



Escrito por Andreh França às 09h08
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NOVO ANO; VELHOS PROBLEMAS

Olá a todos. Finalmente de volta!

2011 começou com tudo. Muitas novidades sobre infraestrutura chegaram nos últimos tempos. Algumas boas, outras nem tanto. Umas que nem mesmo gostaríamos de assistir. As tristes cenas vistas nos últimos dias em diversos estados, mas principalmente no Rio de Janeiro, nos mostram o quão propensos estamos a tragédias de cunho natural. Basta chover um pouco acima da normalidade e pronto, lá vêm os transbordamentos de rios, as enchentes e todos os seus desastres. E a situação não se resume a tão somente o que a natureza nos proporciona em surpresas, mas também quanto a "sinucas de bico" a que somos submetidos. Exemplo é o da região metropolitana de São Paulo, em que no primeiro momento ações do homem precaviram cidades de sofrerem com as chuvas por meio das barragens construídas no sistema Cantareira. Em segundo momento, porém, por conta das cheias, a represa chegou ao limite da capacidade, correndo o risco de ter suas barreiras comprometidas --para não dizer estouradas-- e provocar um desastre sem tamanho. A saída, como de praxe, foi a abertura parcial das comportas da represa Paiva Castro (Mairiporã), fazendo com que o excesso de água pudesse escoar mais rapidamente pelo curso do rio e aliviar a pressão junto à barragem. Como era de se imaginar, o volume excessivo passou a atingir as cidades próximas, fazendo, no caso mais conhecido, alagar toda uma cidade de Franco da Rocha. Com estrutura bastante precária, o município que já sofria com as chuvas se viu refém das águas, ilhando a população e fazendo simplesmente tudo parar por dias. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), responsável pela barragem, indagou não ter tido outra alternativa. Tanto é que a situação de limite da capacidade se repetiu com a represa de Jaguari, que neste sábado também abriu parcialmente as comportas, deixando em alerta cidades como Jaguariúna, Amparo e Bragança Paulista. Até o momento, nenhum caso sério foi registrado.

  E assim começa o ano. Todos tentando entender o porquê de tanto caos. As chuvas, claro, não podem ser as culpadas; mas sim a ocupação sem planejamento nos municípios e falta de ações preventivas por parte dos governos. Nem sempre acaba sendo entendido o real valor de um bom investimento que garanta a segurança estrutural e social das cidades. Entra eleição passa eleição, e as situaçãoes permanecem iguais. O interesse político acaba por falar mais alto, e quando não, é partilhado com as burocracias excessivas nos processos licitatórios e na obtenção de recursos. Se algo mais enfático não for feito --o que é praticamente impossível-- continuaremos registrando os mesmo velhos problemas no decorrer deste e dos próximos anos.

Vejamos. 2011 só começou.

Até lá.



Escrito por Andreh França às 23h00
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OBRIGADO E ATÉ 2011!

Faz tempo.. tempo que este espaço não atualiza suas postagens.
Até pudera, visto que este que vos escreve necessitou ausentar-se devido outros mais compromissos.
Ausência motivo de grande frustração. Foram tantos os acontecimentos recentes que não puderam ser citados!
Tantas alterações, obras, promessas e projetos que deveriam ganhar espaço.. e ficaram de lado.
O engessamento-paralisação do blog, porém (ainda bem), é temporário.
Dito isso, cabe uma reestruturação (até ensaiada poucos meses atrás, mas ainda não válida).
Maior objetivação, maior concisão e foco, não deixando porém de bem explorar o tema analisado: esse é o projeto para 2011
O InfraNews retomará postagens de forma definitiva no início de janeiro.
Aos que tanto aguardaram textos, ficam aqui os sinceros pesares e os agradecimentos pela compreensão.
Em duas semanas, o definitivo reinício.
Até lá ficam os votos de Boas Festas!! e de um Excelente 2011, com toda paz, saúde e realizações!

Até 2011!



Escrito por Andreh França às 23h00
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FAVORITAS DE FORA

   As empresas dadas como favoritas para levar a concessão dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas ficaram de fora do resultado do certame. Nesta semana, dia 04 de novembro, foram abertas as propostas das interessadas e o resultado acabou por surpreender. Apenas três propostas foram apresentadas, e dentre essas não estavam duas das principais empresas do setor de concessões rodoviárias, a CCR e a OHL. A CCR era uma quase certeza na participação desse leilão, uma vez que já participa do consórcio RodoAnel, que administra o tramo Oeste.

   Mas a falta dessas concorrentes não tirou o sucesso do leilão, que teve como vencedor o consórcio SPMar, formado por Contern Construções e Cibe Participações, do grupo Bertim. O grupo, mais conhecido pelas ações no setor alimentício, detém concessões em estradas do interior paulista, além dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

   Pelo valor, fator determinante para ganhar a concorrência, o SPMar garantiu impressionante deságio de 63,35%, com valor de de pedágio a R$2,1991 para o trecho Sul e R$1,6493 para o Leste. O valor teto estipulado pelo governo no edital era de R$6,00 para o trecho sul e R$4,50 para o Leste. Para comparação, o segundo colocado, consórcio Serramar de Rodovias (formado por Serveng, EMS e Encalso) ofereceu 12% de redução do valor-teto, com pedágios a R$5,28 para o trecho sul, e R$3,96 para o leste. Já o último colocado, consórcio "Rodoanel Sul e Leste" , formado pela Ecorodovias, Invepar, Odebrecht e Queiroz Galvão, finalizou proposta com apenas 5,11% de deságio, com R$5,6934 (sul) e R$4,2701 (leste).

  Apesar de apresentar inquestionavelmente o menor valor, o consórcio SPMar ainda não foi declarado vencedor do certame. O método usado na licitação é o "invertido", onde primeiramente divulgam-se as propostas, e somente depois, verificam as questões referente documentação e garantias financeiras, que caso não cumpridas, podem culminar no descarte das propostas. Caso parecido com o que aconteceu no leilão das rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, no qual a Triunfo saiu como vencedora, mas acabou substituída pela Ecorodovias, segunda colocada na questão preços. Caso isso ocorra neste caso, haverá de se registrar gigante diferença de valores nos pedágios futuros.

   O vencedor terá a adminitração do atual trecho sul do rodoanel (entre Regis e Mauá) e precisará construir e administrar o trecho leste, ligando Mauá à Dutra. A concessão dos trechos durará 35 anos e a construção do tramos leste deverá ser concluída em até 36 meses (3 anos) após a assinatura do contrato. Dias antes da assinatura, a vencedora deverá pagar ao Estado a outorga de R$370 milhões, uma das principais garantias a serem auferidas a partir de agora.

  De todo o processo fica faltando agora o trecho Norte, mais complexo por atravessar a área de preservação da Serra da Cantareira. A ligação também dará acesso ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, obra vista como estratégica para desafogar o "gargalo logístico" da região metropolitana. Mas esse, é melhor esperar para ver.

Até mais.



Escrito por Andreh França às 13h21
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ZONA SUL SECCIONADA

   Depois de Campo Limpo (zona oeste) e Santana/Tucuruvi (norte da capital), chegou a vez da zona sul sofrer grandes alterações operacionais nas linhas de ônibus locais. Desde este sábado, dia 17 de outubro, diversas linhas do eixo Varginha/Grajaú/Santo Amaro foram seccionadas, extintas ou alteradas. As alterações, já discutidas há um certo tempo pela SPTrans (gerenciadora do sistema municipal), visam "organizar" itinerários e serviços, focando a separação dos subsistemas locais e estruturais. Segue abaixo as mudanças:



    

    Neste primeiro, como é de se esperar, muita confusão dos usuários pegos desprevinidos das mudanças. No terminal Santo Amaro, que teve baixadas duas linhas, o destaque foi para a falta de informações. A gerenciadora não colocou avisos nos veículos e somente divulgou comunicado em seu portal pela internet poucas horas antes das mudanças. Nos terminais envolvidos, a comunicação visual permanecia exatamente igual, com menção das linhas nos mapas e até nos pontos ditos "inteligentes" (eletrônicos). Não por menos, diversas pessoas acabaram formando filas nos pontos das linhas excluídas, sem que qualquer fiscal viesse alertar da alteração. Nos veículos das linhas estruturais (com destino aos terminais Varginha e Grajaú), o sentimento de inconformidade e espanto pelas alterações era geral. 

   Nos demais terminais, bastante movimentados, não faltavam fiscais da Socicam (empresa administradora dos terminais) e da cooperativa operadora da região, que além de orientar os usuários, também colocavam "ordem" no entra-e-sai de veículos. No terminal Varginha, apesar da relativa ordem, preocupa a demanda a ser registrada a partir de segunda-feira, dado a quantidade de linhas em espaço reduzido. Já o Grajaú ainda tem espaço de sobra para novas linhas, ainda mais contando com a integração física com a estação Grajaú da linha 9-Esmeralda da CPTM.

   Dentre as mudanças, o maior destaque é pelo cancelamento da tradicional 675D (Vila Natal - Metrô Vila Mariana), tradicional linha de ligação direta entre um bairro local e uma região central. Agora os usuários serão obrigados a fazer baldeação em Grajaú; e provavelmente duas, caso o destino seja a região interna de Moema ou Campo Belo.

MAIS MUDANÇAS

   As alterações feitas nesse final de semana são apenas a primeira parte de uma alteração maior da região sul. Pela proposta, outras linhas deverão ser integradas ao terminal Grajaú em breve, eliminando sensivelmente a quantidade de micro-ônibus circulando à direita na avenida Senador Teotônio Vilela e dando maior troncalização nas linhas-base do corredor. Espera-se, apenas, que dessa vez haja mais sensibilidade --para não citar compromisso com a sociedade-- em se avisar com antecedência quais serão as novas alterações. Alterar não é o problema. O problema está em não informar. O público tem o direito de saber. O órgão de poder tem o dever de informar a tempo e corretamente.

Veremos como segue. Até lá.



Escrito por Andreh França às 17h24
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ALTERAÇÃO

  Como há de se perceber, o período entre postagens tem ficado cada vez mais espaçado. Infelizmente o quesito tempo tem pesado muito para as atualizações. Tentando resolver essa situação, a partir de agora as postagens no blog passarão a acontecer semanalmente. Porém, as atualizações serão diárias através do Twitter @Infra_News. Quem não quiser ir até a rede social, poderá acompanhar os "tuítes" no widget ao lado. Assim, espero, será possível atualizar constantemente este espaço. Seguimos... a partir de outubro, dá-se início ao novo esquema. Até lá.



Escrito por Andreh França às 18h57
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VITÓRIA DO MORUMBI

   As reclamações surtiram efeito. A CET - Companhia de Engenharia de Tráfego divulgou que quatro das principais vias do Morumbi ficarão proibidas à circulação de caminhões. As avenidas Jorge João Saad, Morumbi, Giovanni Gronchi e Guilherme Dummont Villares farão parte das restrições aos veículos de carga da cidade. A região do Morumbi acabou se transformando em "rota de fuga" de caminhoneiros diante à proibição na Marginal do Rio Pinheiros. Foi verificado que caminhoneiros que se deslocavam rumo ao ABC paulista ou ao litoral sul, optavam pelo trajeto Jorge João Saad/Morumbi/Vicente Rao/Cupecê/Piraporinha para acessar a Imigrantes pelo trevo de Diadema. Já os que se deslocam à zona sul da capital, no que tange Santo Amaro e Interlagos, perfizeram caminho pela avenida Giovanni Gronchi para atingir a marginal na altura da ponte João Dias. A Dummont Villares se carateriza como atalho a esse caminho, também servindo de opção.  Com a medida, a CET espera que os caminhões passem a trafegar com mais intensidade no trecho sul do Rodoanel Mario Covas. Aos que se destinam à capital, o jeito é aguardar por horários mais permissivos (até às 5h e após às 21h). As medidas não têm data para entrar em vigor, nem mesmo perímetro exato do eixo de restrição; coisas que devem ser resolvidas nos próximos dias.

Por enquanto é só. Até mais.



Escrito por Andreh França às 08h46
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EFEITOS DA RESTRIÇÃO

:: Caminhões no Rodoanel
   Como esperado, parte dos caminhoneiros que antes atravessavam a capital paulista para prosseguir viagem em rodovias passaram a fazer uso do Rodoanel Mario Covas. O incremento de veículos no trecho oeste (mais antigo), no primeiro dia após a restrição, foi de 5%, segundo a concessionária CCR RodoAnel, com 12 mil veículos pesados a mais. 

:: Caminhões no Morumbi
   Não esperada, porém, foi a utilização de vias locais da região do Morumbi por parte dos caminhoneiros. Os motoristas que vêm das rodovias Regis Bittencourt e Raposo Tavares estão tendendo a usar as avenidas Jorge João Saad, Morumbi e Giovanni Gronchi para tentar escapar do perímetro de restrição. Por causa disso, moradores do bairro se manifestaram contra e já forçaram a CET-Companhia de Engenharia de Tráfego a iniciar estudo de restrições a caminhões em vias da região.

:: De dia, trânsito melhor
   Atravessando a Marginal Pinheiros ou a avenida dos Bandeirantes, a melhora no tráfego é aparente, para não dizer evidente. O trânsito mais facilmente fluido nessas vias dá a resposta de significativa alteração. Poucos caminhões de porte vistos em desobediência às restrições. A situação de melhora ganha corpo com os números apresentados pela CET: diminuição de 68% no trânsito de caminhões na Bandeirantes e de 58% na Marginal.

:: De noite a coisa muda!
   A circulação dos grandes e pesados veículos cargueiros continuou no período noturno. Aliás, ganhou força. A partir das 21h, quando a restrição acaba, um verdadeiros "conglomerado" de veículos volta a circular pela cidade. Parte significativa dos caminhões tem ficado no aguardo de horário para poder trafegar no período noturno em São Paulo. Caminhoneiros alegam que o trajeto interno é mais curto e menos ermo, sendo portanto mais seguro e econômico. À noite, além da grande quantidade de veículos, diversos caminhoneiros têm excedido limites de velocidade para tentar compensar o tempo perdido na espera.

:: De 90 para 70
   Por causa do excesso de velocidade cometido em período noturno, a CET estuda implantar limite diferenciado de velocidade para veículos pesados a exemplo do que foi posto em prática na Marginal Tietê recentemente. Dos 90km/h permitidos hoje a todos os veículos, deverá em breve sofrer redução a 70km/h exclusivamente a veículos pesados.

:: Novas restrições, agora a Leste
   Não muito tempo depois de restringir o tráfego na Marginal e Bandeirantes, a CET afirmou que estuda levar as restrições ao lado oposto do anel viário paulistano, no que compreende as avenidas Tancredo Neves, Juntas Provisórias, Anhaia Mello e Salim Farah Maluf. A ideia é restringir logo após a consolidação do caminho alternativo do eixo Rodoanel Sul-Nova Jacu-Pêssego. A inauguração do prolongamento da avenida paulistana deve ocorrer já na próxima semana. A conferir.

Até mais



Escrito por Andreh França às 22h25
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