Na Risca...

Tá na risca... o secretário municipal dos transportes de São Paulo, Alexandre de Moraes, declarou ontem que a tarifa de ônibus vai subir a partir de 1º de janeiro de 2010. Mesmo sem especificar valor, o secretário tenta passar certeza de que a passagem dos coletivos permanecerá a mesma até o final deste ano. O valor da passagem de ônibus na cidade de São Paulo é motivo de preocupação dentro do governo. Sabe-se que o valor atual não cobre os custos de operação dos mais de 15 mil ônibus da frota paulistana; e que a forma imediata para se equilibrar os gastos seria o aumento da passagem. Porém, sabe-se que essa é uma atitude condenável no governo, uma vez que o não-aumento da passagem tivera sido uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Gilberto Kassab (DEM) na prefeitura da cidade. Permitir o aumento da tarifa siginificaria a quebra da promessa, que geraria insatisfação da população (subentenda 'eleitores'), e consequente queda na aprovação, sendo motivo de sobra para adversários do político e do partido em futuras postulações eleitorais. Mas, se essa é uma possibilidade descartada, o que fazer? A resposta, nesses últimos anos, tem sido uma palavra chamada de "Subsídio", um valor adicional repassado pela prefeitura às viações com vista a cobrir as despesas destas que não puderam ser pagas com o valor arrecadado pelas tarifas. Neste ano, os subsídios previstos são de cerca de R$ 600 milhões. Já para o ano que vem, essa prática promete ser abolida. E é aí que o bicho pega... As empresas de ônibus creem que todo esse valor não cubra os gastos. Para compensá-las, então, o governo tem feito uma série de permissões na legislação, como aumento no tempo de concessão, diminuição do rigor quanto à renovação da frota e retirada da "pontuação de infrações" para efeito de descredenciamento das viações do sistema paulistano. Mesmo assim, isso não se mostrou eficiente. Uma carta enviada pela SPUrbanuss, o sindicato das viações, à Câmara Municipal coloca a situação em xeque. Assinado por sete dos oito concessionários, o documento exige revisão dos valores e condições, imprimindo teor de ameaça. Nos dizeres, as empresas afirmaram que, caso não fossem atendidas em suas solicitações, fariam cair a qualidade do serviço a níveis ditos irreversíveis, o que, em outras palavras, significaria menos ônibus nas ruas, menor ou nula renovação da frota, etc. Para piorar a situação, uma determinação da Justiça quase obrigou a prefeitura a disponibilizar gratuidade para desempregados do setor de costura, metalurgia e de brinquedos, que fazem parte da Força Sindical. Se tivesse de ser colocada em prática, a medida provocaria um rombo ainda maior nas contas. Por conta disso tudo, parece quase impossível que o valor da passagem permaneça o mesmo até o final do ano. A afirmação de que o reajuste da passagem ocorrerá no início de 2010 mostra a complicada situação que passa o governo municipal. Se conseguir segurar o preço, será no sacrifício... simplesmente à risca da data prometida na campanha. Até mais.
Escrito por Andreh França às 13h00
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Uma rodoviária em Itaquera
Que Itaquera é um dos bairros mais populosos de São Paulo, não é novidade. Que a região tem se transformado e ganhado status de novo pólo econômico da zona leste, também não é novidade. Que Itaquera tem hoje um movimento intenso advindo dos deslocamentos por transporte público e individual em direção ao centro, não é nenhuma novidade. Mas que o movimento da região deverá aumentar em breve por motivo de viagens rodoviárias de longa distância, isso sim é novidade! O caso novo é que Itaquera foi escolhida pelo governo municipal para receber as instalações de, acreditem, um novo terminal rodoviário da cidade. 
Isso mesmo, diz-se terminal rodoviário, daquele exato mesmo tipo do Tietê, da Barra Funda e do Jabaquara. De acordo com o Plano de Metas 2012 lançado recentemente pela prefeitura, em cumprimento à nova legislação existente, dois novos terminais rodoviários deverão ser construídos na capital com o intuito de facilitar os deslocamentos, reduzir o trânsito em importantes vias da cidade e aliviar o movimento dos três atuais terminais. Sem entrar em grandes detalhes, o governo entendeu ser Itaquera uma região propícia para receber os ônibus de viagens, por causa exatamente do eixo Jacu-Pessêgo/Radial Leste, e das estações ferroviárias. Uma das determinações é que terminais rodoviários estejam ligados à rede sob trilhos para facilitar os deslocamentos de quem vai e de quem chega ao terminal. Ao citar um terminal rodoviário na zona leste, impossível não fazer referência ao antigo Bresser, desativado em dezembro de 2001. Esse terminal tivera sido construído em janeiro de 1988 em caráter provisório, aliviando o fluxo no terminal Carvalho Pinto (Tietê) enquanto não se inaugurava o Barra Funda. Quando este último foi inaugurado, no final de dezembro de 89, Bresser deveria ser desativado, mas isso só ocorreu em 2001, cerca de 11 anos depois. Hoje, no local, há um batalhão da polícia militar e possivelmente a estrutura venha a ser demolida para a construção de futura estação do metrô (linha 5 e/ou 16). Mas então pergunta-se, já que existe uma estrutura pronta, não seria possivel reativar o local? A resposta, possivelmente, venha de um dos problemas que se registrava à época: a difícil passagem dos ônibus pelas estreitas ruas do Brás/Belém, e o complicado tráfego da Marginal Tietê. Um terminal mais a leste, passando por avenidas e evitando a marginal, talvez pudesse ser melhor opção. Tanto é, que um projeto de alguns anos dava conta de um terminal rodoviário na região entre Penha e São Miguel, possivelmente onde hoje encontra-se a USP Leste. O terminal Itaquera, por sua posição geográfica, poderia ser utilizado por linhas que antes usavam Bresser como partida. Os destinos seriam, preferencialmente, regiões do estado de Minas Gerais (que hoje operam no Tietê). Mas também teria condições de atender o litoral norte de São Paulo, e o estado do Rio de Janeiro. Mas, lembrando, são somente suposições. Então, fiquemos atentos. Itaquera, que já conta com uma das mais movimentadas estações de trem de São Paulo, integrado ao maior Poupatempo do estado e de um grande centro de compras (Shopping Metrô Itaquera), agora, deverá também contar com um terminal rodoviário. Certamente mais movimento para uma região já bastante movimentada da cidade. NO OUTRO EXTREMO, VILA SONIA Citei que dois novos terminais rodoviários estão previstos para São Paulo. Um deverá ser Itaquera, como explicado acima. Já o outro, de acordo com anúncio do governo, deverá ser o de Vila Sonia, na zona oeste da cidade. Esse projeto já havia sido divulgado anteriormente e era dado como certo. O Terminal Rodoviário de Vila Sonia deverá estar integrado à estação terminal da Linha 4-Amarela do Metrô e, por sua privilegiada localização, entre as rodovias Raposo Tavares e Regis Bittencourt, passaria a atender os ônibus que se destinam à região sul do Brasil. Parte dessas linhas está hoje no terminal Barra Funda. Com sua construção, os ônibus não entrariam no trânsito desesperador da Francisco Morato/Eusébio Matoso e tampouco na marginal do rio Pinheiros. Os passageiros que quisessem seguir ao centro, poderiam se utilizar da nova Linha 4 do Metrô. A POLÍTICA FALA MAIS ALTO Que tudo quanto é obra se resume a política, isso é um fato. O projeto dos novos terminais rodoviários da capital geram certa polêmica não somente por suas respectivas localizações, mas também pela forma como foram lançados. Os terminais não faziam parte do plano de governo da administração municipal e nunca foram citados na corrida eleitoral. Apareceram quase que por mágica no plano de Metas. Investir, porém, em uma área como no transporte de viagens, é interessante, já que os atuais terminais da capital sofrem com o excessivo movimento em feriados e épocas festivas. Deve-se lembrar também que as regiões escolhidas fazem parte das chamadas novas "operações urbanas". Assim como os casos do Centro, Faria Lima, Água Branca e Água Espraiada, as regiões da Jacu-Pêssego e da Vila Sônia farão parte do programa de incentivo ao adensamento local, com taxas de tributação mais baixas para a instalação de empresas e venda de certificados adicionais de construção - CEPACs. Investir nessas regiões, acaba por torná-las atrativas aos investidores futuros. Outro ponto importante de observar é o de deixar marcas. A aprovação do prefeito tem caído nos últimos tempos, por conta da baixa de investimentos. Marqueteiros e companhia bela já teriam, segundo a imprensa, sinalizado que fortes investimentos em transporte gerariam uma melhor imagem ao prefeito, que ficariam registradas na história. Bom, coisas para se pensar. Será que os terminais, em 2012, realmente sairão?... É esperar para ver. Até mais
Escrito por Andreh França às 13h15
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E como prometido, já que não houve postagem no fim de semana, há postagem nova hoje. E como já estou meio desatualizado nas informações, vamos às pilulas, hoje, sobre "Corredores de ônibus" :: São Paulo terá mais 66km de corredores de ônibus Pelo menos essa é a informação vinda do Plano de Metas lançado recentemente pela prefeitura. No cronograma, agora obrigatório por lei, há menção de construção de 66km de novas vias exclusivas para os ônibus na capital. Entre os planos estão os trechos do Expresso Tiradentes entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes (que só nisso terá cerca de 20km), o corredor Celso Garcia, o Brás Leme, o Washington Luís/Socorro e o Berrini. :: De 8 passou a 13 E a quantidade de terminais de ônibus prometida por Gilberto Kassab durante a eleição aumentou: de oito iniciais, passou a treze, no plano de metas. Os locais não foram divulgados, mas baseando-se nos projetos mais concretos apontados pela prefeitura, pode-se supor que encontram-se nessa conta os terminais Campo Limpo (previsto para junho próximo), Pinheiros, Vila Sônia, Raposo Tavares, Sumaré, Perus, Brasilândia, Vila Maria, Tiquatira, Itaim Paulista, São Lucas, Pedreira e Jardim Miriam. Mas são apenas suposições. :: Painéis não funcionam Semana passada, uma série de denúncias ocorreram na mídia quanto o auxílio dos painéis eletrônicos existentes em alguns corredores. Eles servem(iriam) para orientar os usuários sobre o tempo de aguardo para os próximos veículos. Porém, grande parte desses painéis, dos corredores Nove de Julho/Santo Amaro e Rebouças/Consolação estão desligados, em manutenção, avariados ou simplesmente imprecisos. :: Celso Garcia será elétrica E o corredor Celso Garcia, prometido pela atual gestão, deverá ter sua maior parte operada por trólebus. Os ônibus elétricos, que já operam atualmente na avenida, deverão operar mais linhas na região. O plano faz parte do programa de redução de emissão de gás carbônico à atmosfera. O corredor, por ter em seu caminho algumas passagens subterrâneas, torna-se um local ideal para a retomada dos serviços elétricos de transporte pelas ruas da cidade. :: Taxis poderão continuar nos corredores E o governo autorizou por mais seis meses o uso das faixas exclusivas de ônibus para os táxis. A SMT-Secretaria Municipal dos Transportes ampliou a autorização de circulação até 30 de setembro de 2009, entendendo ser o táxi veículo importante para a redução no trânsito da capital; como regra, os táxis só terão o direito ao uso dos corredores quando estiverem com passageiros. Para a melhor identificação, proibiu-se o uso de películas protetoras :: Carros ainda podem usar os corredores Diariamente, das 23h às 4h; das 15h de sábado às 4h de segunda-feira e da 0h às 4h de feriados; os carros de passeio continuarão a fazer uso das faixas exclusivas dos ônibus. A medida foi colocada em prática inicialmente em 2005, sendo renovada constantemente desde então. Vale lembrar que a faixa exclusiva torna-se preferencial, tendo os coletivos a preferência de uso. Bom, hoje é isso...fim de semana tem mais
Escrito por Andreh França às 00h38
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