A reforma da reforma da Paulista
Parece inacreditável, mas é a verdade: a recém-reformada avenida Paulista precisará passar por reforma novamente. Nove meses após o término das obras de revitalização -- que somaram investimentos na ordem de mais de R$ 8 milhões --, a avenida-símbolo da cidade dá sinais claros de degradação. Segundo Daniel Gonzales, em reportagem do Jornal da Tarde, a avenida tem um problema a cada 100 metros. E é verdade. São lixeiras quebradas, tótens danificados, pichações, rachaduras no piso da calçada, obras malfeitas, etc... 
Os motivos desta situação vão desde vandalismo popular até a falta de planejamento correto por parte dos órgãos competentes. O planejamento, aliás, não levou em conta alguns aspectos relevantes do cotidiano da cidade, como a necessidade do uso da calçada para a realização de reparos pelas concessionárias de serviços de luz, água e esgoto. Quando da definição pelo tipo de piso que substituiria o já histórico mosaico português, especialistas alertaram o governo para a utilização de placas de concreto, que poderiam ser facilmente retirada e recolocadas no lugar. Mas a prefeitura escolheu um modelo tradicional, com o concreto moldado diretamente no chão, sendo necessário quebrar a cada vez que os reparos fossem necessários. Essa opção foi dada como a mais econômica, à época. O resultado foi o esperado. A calçada não tem sido refeita da forma correta pelas concesionárias, tornando-se inconstante, desnivelada e fora de sintonia com o projeto. Aliás, outros aspectos também não deram certo, como os filetes de latão entre os moldes de concreto, que dariam "brilho" e elegância diferentes para a avenida. Como esperado também, grande parte dos filetes foi roubado para derretimento e venda do material. Coisa semelhante ao que ocorre com os cabos de energia de linhas de trem, que não poucas vezes provoca interrupção do sistema para reposição do material. Para impedir uma nova degradação, a Associação Paulista Viva, que tem agora um novo gerente, Heitor Sertão, está elaborando nova reforma para via, com troca de mobiliário (tótens, lixeiras, etc), colocação de filetes de borracha no lugar do latão, aumento das áreas de floreiras, principalmente no canteiro central da via, e recondicionamento da calçada. Alguns acordos, segundo Sertão, estão sendo realizados, como com a Sabesp, que só poderá fazer obras com a ciência da associação, e com a Febraban, para construção de baias exclusivas para carros-forte na via (que têm precisado estacionar em meio à calçada). Um novo serviço de limpeza também está sendo viabilizado. É importante essa preocupação. Uma avenida de pouco menos de três quilômetros de extensão, com movimento diário superior a 1 milhão de pessoas, sede de grandes corporações empresariais e financeiras, importante pólo cultural da quarta maior cidade do mundo, merece no mínimo uma atenção especial. Esperemos que, dessa vez, a reforma seja mais sensata que a anterior e que as obras possam durar por mais tempo. Bom, é isso. Até mais.
Escrito por Andreh França às 13h15
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Olá ... Primeiramente venho agradecer a atenção dispensada por todos a este espaço. Como já é costume no InfraNews, a cada novo passo dado, um sincero obrigado! Podem ter certeza que este trabalho é feito com muito gosto e responsabilidade. As visualizações cada vez mais garantem a continuidade deste trabalho. Obrigado! Bom, por outro lado também aproveito para informar que neste fim de semana, infelizmente, por motivos de trabalho -- quem conhece a sigla TCC sabe do que estou falando -- não haverá postagem.
ATENÇÃO: O INFRANEWS retoma seu ritmo normal a partir de 30 de maio, com novidades de layout, seções e linguagem. Até lá...
Escrito por Andreh França às 14h28
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