LINHA 17: NOVO TRAÇADO

Atualizado em 26/09, às 11h00.

Amantes do transporte, olá...

   Na semana que passou, mais precisamente dia 18 de setembro, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) realizou audiência pública para apresentação oficial do projeto da Linha 17-Ouro, que deve ter licitação aberta em breve. A nova linha, a ser operada no sistema MetroLeve/Monotrilho, deverá contar com 21,5 quilômetros de vias elevadas e 20 estações, com previsão de estar finalizada até a Copa do Mundo de 2014.

   Para aqueles que ainda não conhecem o projeto, vale a pena conferir no site do Metrô-SP

   Das apresentações anteriores, pouco mudou. Fica determinado que as 28 composições deverão ter 70 metros de comprimento (contra mais de 130m de um trem convencional do Metrô), com ar condicionado e passagem livre entre os carros, tal qual um ônibus articulado. Os trens também deverão operar no sistema driverless --sem condutor, como será realizado na Linha 4. Com a linha totalmente pronta, pretende-se realizar a operação com headway (intervalo entre trens) de até 75 segundos. A linha 17 deverá ser construída em etapas, sendo a primeira a ligação entre a estação São Judas (Linha 1) e o Aeroporto de Congonhas, já para 2011. Na segunda etapa, a sequência até Morumbi(Linha 9) e Jabaquara (Linha 1); e por fim, até São Paulo-Morumbi, da futura Linha 4-Amarela.

    De novidade mesmo, algumas modificações de trajeto. No trecho 1, prioritário, descartou-se a estação Bandeirantes, localizada na avenida de mesmo nome, esquina com a avenida Miruna, entre São Judas e Congonhas. No trecho 2, a estação Americanópolis teve seu nome alterado para Hospital Sabóia, em referência ao equipamento de saúde próximo, e a estação Roberto Marinho foi eliminada. O trajeto do trecho também foi alterado. Nos planos iniciais, o monotrilho deveria seguir pela avenida Chucri Zaidan e ter sua estação terminal entre os shoppings Morumbi e Market Place, com integração à linha 9 por meio de passarela sobre a avenida João Dória. Agora, pelos novos planos, os trens deverão se utilizar das avenidas Jurubatuba -paralela à Chucri Zaidan-, Morumbi, e Nações Unidas (Marginal Pinheiros), integrando com a estação Morumbi sobre a própria faixa da CPTM.

     Já o trecho 3 deve sofrer uma mudança mais drástica. O caminho por dentro da Chácara Santo Antonio e região do Parque Burle Marx foi colocado de lado. Seguindo a faixa da CPTM, o monotrilho ganharia uma estação próximo ao terreno da antiga fábrica da Monark, entitulada Chácara Santo Antonio. Desse ponto, o elevado atravessaria o rio Pinheiros e adentraria o bairro do Morumbi junto ao estacionamento do hipermercado Extra, passando pela região do Cemitério do Morumbi e da comunidade de Paraisópolis.

SAI UM, ENTRA OUTRO

    As mudanças promovidas no novo projeto apresentado têm algumas justificativas. As alterações do trecho 2 teriam sido motivadas justamente por conta do projeto, desenvolvido pela prefeitura, de uma outra linha de monotrilho que atravessaria as avenidas Chucri Zaidan e Luís Carlos Berrini. Essa proposta, já divulgada pela prefeitura, contemplaria toda a extensão dessas vias -novo centro de negócios de São Paulo-, ligando a Vila Olimpia à região do Jardim Angela, passando por Santo Amaro. Com a nova via elevada, ficaria difícil a passagem da Linha 17-Ouro nesse trecho, sendo mais aconselhável, portanto, o uso de ruas paralelas.

   Na questão do trecho 3, as mudanças foram mais motivadas pelo complicado relevo a se transpor na região do Burle Marx, que geraria um contorno de cerca de um quilômetro a mais no percurso para prosseguir pela via "Perimetral", constituída pela rua Itapaiúna e prolongamento em direção ao Morumbi, ainda em fase de construção. Apesar de a avenida possibilitar a instalação do monotrilho, dificilmente a demanda local justificasse tamanho investimento. No novo trajeto, bem mais curto, há porém o empecilho das vias a circular. De caráter residencial de alto padrão, a região do Panamby tem ruas não muito largas ou mesmo nulas no trajeto proposto à passagem dos trens. Para que o trecho seja viabilizado, desapropriações, alargamentos e construção de novas vias serão necessários.

Bom, por enquanto é só. Esperemos próximas atualizações.

Até mais



Escrito por Andreh França às 20h15
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