Campo Limpo Fase II: Novas linhas e transtornos
ACOMPANHANDO... Há três postagens, o InfraNews mostrou que a inauguração do terminal de ônibus Campo Limpo, zona oeste da cidade, promoveu certa quantidade de seccionamentos de linhas, e algumas boas confusões entre os passageiros afetados pelas mudanças. No momento, também foi citado que aquela seria apenas a primeira de quatro fases de seccionamentos programados para o terminal. Pois bem, passadas duas semanas, a segunda fase entrou em vigor. Desde sábado, 14 de novembro, sete novas linhas fazem ponto de parada final no terminal Campo Limpo, como mostrado na tabela abaixo:
Na primeira fase, a polêmica gerou em torno do seccionamento de todas as linhas direcionadas ao bairro de Pinheiros, unidas em apenas uma linha a partir do novo terminal. A insatisfação, por parte dos usuários, continua bastante grande hoje, por conta da superlotação da referida linha (809P/10). Na nova fase, a polêmica está maior. Em um esforço --pouco visto, aliás, por parte da gerenciadora SPTrans e Secretaria Municipal dos Transportes-SMT-- para reduzir a quantidade de ônibus circulando pelo corredor Francisco Morato/Rebouças/Consolação --sempre congestionado--; várias linhas que seguiam até o centro da cidade foram seccionadas no novo terminal, e os trajetos estruturais (via corredor) passaram a ser feitos em poucas linhas. No caso da nova etapa, a polêmica maior diz respeito à supressão das linhas com destino à Estação da Luz no trecho de corredor. Os antigos passageiros dessas linhas, com seccionamento no terminal, ficaram sem alternativa direta à região rua Mauá, no centro. Como alternativa, a SPTrans apontou o uso da já existente 8700/10 Term. Campo Limpo / Praça Ramos, que segue por todo o corredor, cobrindo a maior parte do trajeto das antigas linhas. Para os trechos não atendidos, principalmente da região central, o usuário é levado a fazer baldeação com outra linha municipal ou com os trens do Metrô para continuar viagem. Essa linha, transformada em principal do corredor, promete ser operada com mais veículos, e intervalos mais curtos, de cerca de dois minutos. Será que a demanda será atendida? Além disso, houve cancelamento e criação de novas linhas, e mudança no itinerário de outras, com vista a reduzir o tempo de viagens. Tempo que é questionado por muitos usuários, que reclamam ter o tempo de viagem aumentado com a baldeação obrigatória, e o conforto diminuído com a alta demanda em poucas linhas. Daqui duas semanas, uma nova etapa deverá entrar em vigor, com novas cinco linhas em operação. Na sequência, início de dezembro, uma última etapa com três e importantes linhas finais. Bom, é isso. Assim que as novas fases entrarem em vigor, o InfraNews mostrará as alterações e ocorrências. Até mais. Tchau!
Escrito por Andreh França às 13h21
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Liberada! Nova Olimpíadas é aberta ao tráfego
ACOMPANHANDO... Sexta-feira, 13h00: nesta data e horário, finalmente a CET - Companhia de Engenharia de Tráfego liberou o novo trecho da rua Olimpíadas, entre a rua Ramos Batista e avenida Hélio Pellegrino, na região da Vila Olímpia, zona sudoeste da cidade. Aguardada há anos, essa via finalmente proporcionará uma ligação rápida entre as avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini e Brigadeiro Faria Lima, principais pólos empresariais de São Paulo. O novo trecho, construído entre as ruas Fiandeiras e Quatá, tem cerca de 400 metros de extensão e conta com três faixas de rolamento, em sentido único de direção. Os motoristas provenientes da rua Funchal podem acessar a nova avenida composta pelos alargamentos das ruas Gomes de Carvaho e Olimpíadas, seguir pelo novo trecho e entrar na Brigadeiro Faria Lima, sentido Pinheiros, ou Hélio Pellegrino sentido Ibirapuera. Já para quem vai no sentido contrário, poderá utilizar as ruas Fiandeiras e Elvira Ferraz para acessar a Olimpíadas sentido Funchal/Berrini (ver mapa). Vale realçar que a região passou por outras mudanças viárias, como as proibições de conversão na Hélio Pellegrino para a rua Nova Cidade, e travessia da rua Santa Justina para a Fiandeiras, incorporadas no decorrer da semana passada. Com as mudanças, há a expectativa que cerca de 3 mil veículos por hora passem pelo trecho, aliviando o tráfego em avenidas como Chedid Jafet e Horácio Lafer, na região do Itaim Bibi.
COLMEIA DA VILA A abertura da "Nova Olimpíadas" ao tráfego , completa, mesmo que de forma adaptada, parte essencial do plano de reconversão urbana da região da Vila Olímpia. Prometida há mais de uma década pelas administrações do município, a interligação Faria Lima - Berrini só foi possível por meio de uma ONG. O Movimento Colméia, formado por empresários locados na região --e constituído por diversas construtoras-- foi o responsável, desde março de 2002, por bancar as obras que prometiam mudar a cara do bairro. Apesar de abranger outros pontos, como segurança, instalação de fibra óptica, coleta seletiva e iluminação; o projeto de transformação da região sempre teve na avenida sua principal obra. O plano sofreu com a falta de verbas, dificuldades de desapropriação de imóveis (como no caso na empresa Aurora, antiga esquina da Funchal com Gomes de Carvalho, que aguardou anos por definição judicial) e mudanças do traçado das vias. O caso do novo trecho traduz essa dificuldade. Inicialmente projetado para ser a "continuação" imediata da avenida Hélio Pellegrino, a nova via deveria manter pista dupla com as mesmas características da avenida. As desapropriações, que para isso, deveriam ter sido mais abundantes, acabaram não prosperando, principalmente por conta de edifícios residenciais prontos e em construção na área. TINHA UM MURO NO MEIO DO CAMINHO Como em toda obra improvisada, sempre há um ponto ainda incompleto. O caso da vez faz referência a um estabelecimento comercial que deverá passar por desapropriação parcial. A construção, onde funciona um buffet, tem fundos para a nova via. Acontece que a edificação fica junto às novas guias de sarjeta da rua, não sobrando espaço para a circulação de pedestres. A calçada no trecho é interrompida pelos muros da propriedade, obrigando os pedestres a caminhar pelo meio fio, junto aos carros. Perigoso? Sinal de improviso geral para inauguração oficial. Pois bem, apesar de improvisado, o prolongamento da rua Olimpíadas finalmente foi liberado ao tráfego. É o fim de uma longa espera. Vejamos se o auxílio ao trânsito corresponde às expectativas. E é isso; tchau!
Escrito por Andreh França às 23h52
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Monotrilho Leste: Muito trilho em pouco tempo

Há de ser um recorde; caso seja feito! O governo do Estado finalmente lançou, na semana passada, o edital de licitação para construção do prolongamento da linha 2-Verde do Metrô. Uma obra polêmica, cheia de vai-vem e cheia de mudanças, que há de ligar a rede metroferroviária com o extremo leste da cidade de São Paulo. A linha de "metroleve", que veio para substituir o projeto de extensão do corredor exclusivo de ônibus "Expresso Tiradentes", deve começar a ser construída no início de 2010 e promete ser plenamente entregue à população já no final de 2012. Os dois anos previstos de construção assustam por conta de um mero detalhe: esta será a linha mais longa do sistema operado pelo Metrô-SP. Serão 24,3 quilômetros de extensão entre Vila Prudente e a região de Metalúrgicos, onde se encontrará a estação final Hospital Cidade Tiradentes. O trajeto, em distância, é superior às consagradas linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô, com 20 e 22 quilômetros de extensão, respectivamente. A linha, porém, deverá ser inaugurada em etapas. A primeira, com 2,8 km e duas estações (Vila Prudente e Oratório) promete ser inaugurada ainda em 2010, com o início dos testes operacionais. A segunda etapa, com 10,5 km e oito estações (até São Mateus) poderá ser entregue em novembro de 2011. Em setembro do ano seguinte, está prevista a liberação da linha em sua totalidade, com mais 11 km e sete estações. O curto prazo é considerado possível pelo governo, por motivo da forma de construção. Mais simples que os demais sistemas metroferroviários, o Metroleve comporá-se como um monotrilho, onde os trens se apóiam em vigas de concreto suspensas, apoiadas por pequenos pilares que devem ficar no canteiro central das avenidas, o que, na prática, faz diminuir os custo por desapropriações. Os trens utilizarão pneus, tanto sobre as vigas, quanto em suas laterais (para dar estabilidade e segurança), o que também reduz os valores de sua concepção. A QUESTÃO DA DEMANDA Apesar do longo trajeto, indiscutivelmente o maior chamariz da nova linha tem face à sua demanda. Projeções apontam que, quando concluído, cerca de 534 mil passageiros serão transportados diariamente pelo ramal. A quantidade é superior ao que hoje transporta a própria linha 2-Verde em seu trecho em operação. Entre Vila Madalena e Alto do Ipiranga, a linha 2 tem carregamento médio de 420 mil pessoas todos os dias, levando em consideração a passagem pela avenida Paulista, maior centro financeiro da América Latina e de suas movimentadas integrações com a linha 1-Azul em Paraíso e Ana Rosa. Há de se considerar que a expansão atual da linha, incluindo Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente; mais a ligação com a linha 4-Amarela em Consolação a partir do ano que vem, projeta praticamente dobrar a quantidade de passageiros transportados, ultrapassando a marca dos 800 mil ao dia. Ainda deve ser levado em conta que a linha receberá futuramente parte das demandas provenientes das linhas 5, 15 e do próprio monotrilho, que acabará por descarregar todos os passageiros na estação Vila Prudente. Esses números, sem sombra de dúvidas, elevarão em demasia a média de passageiros da linha 2. Com a grandiosidade dos números, o projeto do monotrilho sofreu reajustes. Por "cortar" uma das regiões mais populosas de São Paulo, com forte presença de conjuntos habitacionais e cerca de 1,5 milhão de habitantes, o monotrilho corre o risco de não conseguir atender as necessidades locais. O sistema, normalmente utilizado para média capacidade de transporte, precisou ser ampliado. Do comprimento médio próximo a de um ônibus biarticulado, o monotrilho leste está idealizado para operar com trens de 90 metros, equivalente a uma composição de quatro carros, como existente na linha 9-Esmeralda, podendo levar até mil passageiros por vez, em um intervalo de cinco minutos entre os trens. Para o percurso estão previstos 54 composições em operação. MAIS MUDANÇAS Desde quando o sistema metroleve foi adotado para o 'ramal', mudanças de estações foram verificadas. Há alguns meses foi definida a ampliação da linha até o Hospital Cidade Tiradentes --inaugurado recentemente pela administração municipal-- com mais um quilômetro de extensão. Agora, no lançamento do edital, é possível observar mudanças quanto às paradas de embarque e desembarque. Entre São Lucas e Vila Tostói, foi incluída à estação Camilo Haddad. Entre São Mateus e Iguatemi, descartou-se a estação Jardim Colonial, e a estação antes denominada Bento Guelf passará a se chamar Jacu-Pêssego, relativo à passagem da avenida pela região. Nesse ponto, aliás, será instalado o Pátio Bento Guelf, de manobras e manutenção dos trens. Outro pátio também será instalado, desde a primeira fase, logo depois da estação Oratório. O prolongamento da linha 2-Verde começa a dar os primeiros sinais concretos de construção. As projeções de demanda, porém, geram grande incerteza sobre o novo modal. Os números apresentados parecem indicar que a nova linha nascerá sob sérios riscos de saturação. Fora isso, há os prazos: para garantir o acesso dos moradores do extremo da zona leste ao "inovador" sistema, uma verdadeira corrida contra o relógio terá de acontecer. É muito trilho em pouco tempo; e muita gente em pouco trem. Resta-nos aguardar a construção e ver o que acontece. Até mais, Tchau!
Escrito por Andreh França às 22h02
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INAUGURADO O TERMINAL CAMPO LIMPO

Finalmente... o que parecia impossível tornou-se real. O terminal de ônibus Campo Limpo, zona oeste de São Paulo, finalmente foi inaugurado. Após quase um ano de aguardo -- sua inauguração chegou a ser prometida para antes das eleições do ano passado --, a numerosa população local poderá enfim contar com um processo de organização do sistema de ônibus da região oeste da cidade. Construído em um terreno de 21mil m², na estrada do Campo Limpo com rua Campina Grande, próximo ao Largo do Campo Limpo --e ao lado da faculdade Uniban--, o novo terminal conta com quatro plataformas de embarque e desembarque e três vias para circulação dos coletivos. Além disso conta com itens de acessibilidade, área de pré-embarque (onde os passageiros pagam em catracas instaladas na plataforma e acessam o veículo pela porta traseira) e até mesmo um bicicletário acoplado. Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes - SMT, o Terminal Campo Limpo é um empreendimento de R$ 43 milhões, dos quais foram gastos R$ 31 mi até o momento, ficando o restante para processo de compensação ambiental. Apesar do expressivo valor --bem superior aos R$ 26milhões inicialmente previstos--, o terminal pode ser considerado simples. Com arquitetura por vezes semelhante a do Terminal Capelinha, na zona sudoeste, o Campo Limpo não conta com uma das principais características dos novos terminais: "sistema inteligente". Os pontos de parada dos coletivos são simplórios "postes" de identificação, semelhantes aos instalados em diversas vias da cidade. Uma barra de aço com uma plaqueta no alto, com inúmeros dizeres referentes à linha, em fonte (letra) bastante reduzida. O sistema "inteligente", presente em parte dos terminais da cidade --com destaque aos mais recentes--, pontos com letreiros digitais transmitem dados da linha, tempo de espera, hora certa, próxima partida e informações correlacionadas. Sem definição por data, há a expectativa de o sistema "inteligente" ser instalado em uma próxima oportunidade. Isso é possível, até porque, este terminal está sendo implantado em etapas. Na primeira etapa, vigente desde sábado, onze linhas foram direcionadas ao terminal. Duas linhas que partiam de ruas próximas, mais outras que se dirigiam à região de Pinheiros foram transferidas para dentro do terminal, como mostra o quadro a seguir: 
À PROVA DE BALAS No primeiro dia de operação, muita confusão tomou conta do ambiente. Pessoas perdidas, passageiros inconformados por fazer novas baldeações e discussões com fiscais de linha eram frequentes. "Todos acham que nós temos culpa", disse um fiscal após a irritação de uma senhora. "Nessa semana temos que vir com colete à provas de bala", brincou outro. O temor, mesmo em tom irônico, tem certo fundo de verdade. Terça-feira, dia 03, pós-feriado promete ser a "prova de fogo" do novo equipamento, quando são esperadas mais de 60 mil pessoas embarcando e desembarcando no local. Mas não pára por aí. Como dito, o terminal terá outras etapas de implantação, com novos seccionamentos de linhas. No próximo dia 14 é aguardado o seccionamento de linhas que se destinam para a Estação da Luz, Santo Amaro e Jabaquara. No dia 28, linhas que se dirigem ao centro da cidade, e no início de dezembro, linhas com destino à região da avenida Paulista e Vila Mariana. Isso, sem contar com a possibilidade (apesar de remota) de linhas intermunicipais vindas de Taboão da Serra, Itapecerica e Embu também serem transferidas para o dentro do terminal. Ao todo, cerca de 30 linhas devem sofrer ajuste de itinerário e denominação nos próximos meses. COR DA PLACA Uma questão que levantou polêmica sobre este terminal foi a questão de sua coloração. A cor predominante de sua comunicação visual sofreu ajuste nas últimas semanas. Tótens na cor vinho (relativas à área 7-Sudoeste da cidade) foram trocados por outros da cor laranja (relativas à área 8-Oeste da capital). Essa dualidade de cores, ainda presente nas placas informativas internas --que curiosamente não apresentam nenhuma informação-- pode ser a explicação pela demora de inauguração. A SPTrans teria enfrentado uma verdadeira chave-de-braço entre as empresas líderes de cada região, que disputavam o "mando de campo" do terminal. Isso ocorre por motivo de o terminal estar localizado praticamante am uma tríplice fronteira da zonas oeste, sudoeste e município de Taboão da Serra. Após definição judicial, o terminal Campo Limpo ficou definido como pertencente à área 8-Oeste, e as linhas internas, distribuídas entre as empresas. Nos primeiros dias de operação, um intenso trabalho foi realizado pelas empresas e cooperativa que operam linhas do novo terminal. Veículos novos, alguns articulados, poucos micro-ônibus e um intervalo bastante curto entre os carros foi registrado. Isso, como consequencia do início de operação. Vejamos como tudo se comportará daqui para frente. Que fique registrado, por mais incrível que pareça, o Terminal Campo Limpo foi inaugurado. Bom, por enquanto é isso. Já me alonguei o suficiente. Até mais.
Escrito por Andreh França às 10h05
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INTERDITADA ATÉ O NATAL
fotos: Andreh França / InfraNews O bairro da Vila Olímpia, zona sudoeste da cidade, continua enfrentando processo de novas obras. Além da nova avenida que cortará o bairro e proporcionará alternativa ao intenso tráfego local; além das novas construções, da implantação de zona azul em diversas ruas, da troca de calçamento, guias e acabamento asfáltico; a região se depara com uma interdição que promete ser longa.
Desde a tarde deste sábado, 31 de outubro, o trecho de um quarteirão da rua Gomes de Carvalho, entre as ruas Alvorada e Nova Cidade, foi fechado ao trânsito pelo período mínimo de 45 dias. Nesse tempo, o local passará por obras de execução de galerias de águas pluviais. Essa obra agora justifica o fato deste trecho ter sido o único da via a não receber uma nova camada de asfalto, em operação recente. A partir de agora, os motoristas que quiserem continuar caminho sentido rua Funchal deverão fazer uso das ruas Quatá e Olimpíadas (trajeto proposto pela CET), ou seguir via Nova Cidade, Alvorada e Bandeirantes, sujeito a tráfego mais pesado nos horários de pico. Para os coletivos, a SPTrans alterou o itinerários das seis linhas que trafegam pelo local (607G-10, 6401-10, 6401-51, 7080-10, 675N-10 e 9550-10) para a rua Quatá. ÀS PRESSAS Na tarde de sábado, como era de se esperar, uma certa confusão se formava. Os motoristas eram pegos de surpresa, e a todo momento paravam para buscar informações sobre a interdição. Na rua Quatá, alternativa proposta pela CET, havia muito o que fazer. Funcionários começam a pintar faixas de pedestre nos principais cruzamentos, as paradas de ônibus não haviam sido instaladas e nenhuma placa de "Desvio" havia sido colocada. Apenas o trecho final, junto à rua Olimpíadas e Praça Amine Gemayel estava pronto, sem interdição e com novo semáforo em funcionamento. Na rua Gomes de Carvalho, vários eram os motoristas que se arriscavam a passar por cima das calçadas para ultrapassar as barreiras de concreto. Há que se considerar que o trecho contém vários edifícios residenciais e alguns estabelecimentos comerciais com significativo movimento. Para o tráfego local, liberou-se o caminho contrário, pela contramão, por meio da rua Alvorada. IMPROVISO Quem gostou, temporariamente, da interdição foram os manobristas de um buffet e de casas de show locais. À noite, a rua, sempre com disputada busca por vagas, transformou-se em um verdadeiro estacionamento, cheio de veículos parados a 45º (graus). Para não perder clientela, uma famosa danceteria resolveu estender faixas em diversas ruas da região, indicando os novos caminhos que os motoristas deviam fazer para conseguir chegar ao local. Essa ação, apesar de contrarias a lei Cidade Limpa, foi a escolha para não fazer o movimento cair. A partir de agora, até meados ou final de Dezembro, esse trecho estará interditado. Mais uma etapa de obras com as quais moradores e trabalhadores da Vila Olímpia precisarão conviver. Que seja pra melhor! Bom, por enquanto é isso... até mais.
Escrito por Andreh França às 20h47
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